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A música antiga está de regresso à Casa do Infante para mais um momento, em que a música de outros tempos encontra um lugar particularmente evocativo num edifício com mais de 700 anos de história.
Neste concerto, o coletivo Sete Lágrimas, composto por Filipe Faria (voz e percussão), Sérgio Peixoto (voz), Pedro Castro (flautas e baixão) e Tiago Matias (vihuela), apresenta Projeto Elvas, Vol. 2, que revisita um dos mais significativos testemunhos da cultura ibérica renascentista: o Cancioneiro de Elvas, manuscrito português do terceiro quartel do século XVI que reúne um conjunto de composições poético-musicais em português e castelhano, maioritariamente anónimas.
Ao longo de vinte e sete anos, o códice tornou-se um território recorrente no trabalho de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, entre a investigação, a interpretação e a criação. A hexalogia propõe dar a ouvir as 65 canções profanas preservadas no manuscrito, entre vilancetes, cantigas, tercetos e outras formas poético-musicais, e, numa segunda parte, criar nova música para 36 textos que chegaram até nós sem notação musical. Neste segundo volume, Sete Lágrimas prossegue a exploração de um repertório onde memória e reinvenção se encontram, revelando a riqueza poética e musical de um códice que permanece, cinco séculos depois, como espaço vivo de escuta e criação.
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A música antiga está de regresso à Casa do Infante para mais um momento, em que a música de outros tempos encontra um lugar particularmente evocativo num edifício com mais de 700 anos de história.
Neste concerto, o coletivo Sete Lágrimas, composto por Filipe Faria (voz e percussão), Sérgio Peixoto (voz), Pedro Castro (flautas e baixão) e Tiago Matias (vihuela), apresenta Projeto Elvas, Vol. 2, que revisita um dos mais significativos testemunhos da cultura ibérica renascentista: o Cancioneiro de Elvas, manuscrito português do terceiro quartel do século XVI que reúne um conjunto de composições poético-musicais em português e castelhano, maioritariamente anónimas.
Ao longo de vinte e sete anos, o códice tornou-se um território recorrente no trabalho de Filipe Faria e Sérgio Peixoto, entre a investigação, a interpretação e a criação. A hexalogia propõe dar a ouvir as 65 canções profanas preservadas no manuscrito, entre vilancetes, cantigas, tercetos e outras formas poético-musicais, e, numa segunda parte, criar nova música para 36 textos que chegaram até nós sem notação musical. Neste segundo volume, Sete Lágrimas prossegue a exploração de um repertório onde memória e reinvenção se encontram, revelando a riqueza poética e musical de um códice que permanece, cinco séculos depois, como espaço vivo de escuta e criação.
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