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![[Serralves] - MÁRIO AFONSO - ERMO, A TÍTULO PROVISÓRIO](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/captura-de-ecra-2026-10-20-164528.png?fit=fill&w=1400)
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“Ermo, a título provisório” surge na continuidade do trabalho desenvolvido em torno do desaparecimento do corpo, que emerge nos projetos recentes de Mário Afonso. Uma reflexão sobre as relações humanas nas sociedades atuais, atravessadas pela mediação tecnológica, em torno da aparição, do encontro e da ausência da presença de que resultam novos padrões de sociabilidade. Esta temática manifesta-se nos espetáculos "Framework" (2022) e "vaziopleno" (2023). E, em 2024, dá título à sua tese de mestrado, "O desaparecimento do corpo". Se em "Framework" e "vaziopleno" a investigação se centra num corpo a solo, desdobrando-se em diferentes ângulos e perspetivas, este novo espetáculo explora o potencial de um trio, unido pelo jogo poético da revelação e ocultação, onde a fisicalidade delineia o gesto que se multiplica, hesita e se desfaz para se recompor face ao Outro. O que se presentifica nos corpos fora da lógica da produtividade? Que imaginários se desenham a partir do silêncio e do intervalo entre gestos? Que figuras podem três corpos esboçar em resultado dessa escuta? "Ermo, a título provisório" é um ensaio sobre o tempo da presença e a potência da escuta do encontro. Não se limita a comentar o desaparecimento do corpo, afirma a corporeidade como lugar de resistência e criação: O tempo suspenso da contemplação como aprofundamento; o silêncio, enquanto escuta aturada; e a proximidade entre corpos um ato político de partilha e reconfiguração do sensível. O carácter experimental dos trabalhos do coreógrafo coloca as suas propostas artísticas no plano da investigação prática. A composição para cena parte da recolha diversificada de materiais e recorre à improvisação como forma de gerar movimento, texto e ritmo. O humor e a ironia, característicos do seu trabalho, assumem igualmente um papel importante.
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“Ermo, a título provisório” surge na continuidade do trabalho desenvolvido em torno do desaparecimento do corpo, que emerge nos projetos recentes de Mário Afonso. Uma reflexão sobre as relações humanas nas sociedades atuais, atravessadas pela mediação tecnológica, em torno da aparição, do encontro e da ausência da presença de que resultam novos padrões de sociabilidade. Esta temática manifesta-se nos espetáculos "Framework" (2022) e "vaziopleno" (2023). E, em 2024, dá título à sua tese de mestrado, "O desaparecimento do corpo". Se em "Framework" e "vaziopleno" a investigação se centra num corpo a solo, desdobrando-se em diferentes ângulos e perspetivas, este novo espetáculo explora o potencial de um trio, unido pelo jogo poético da revelação e ocultação, onde a fisicalidade delineia o gesto que se multiplica, hesita e se desfaz para se recompor face ao Outro. O que se presentifica nos corpos fora da lógica da produtividade? Que imaginários se desenham a partir do silêncio e do intervalo entre gestos? Que figuras podem três corpos esboçar em resultado dessa escuta? "Ermo, a título provisório" é um ensaio sobre o tempo da presença e a potência da escuta do encontro. Não se limita a comentar o desaparecimento do corpo, afirma a corporeidade como lugar de resistência e criação: O tempo suspenso da contemplação como aprofundamento; o silêncio, enquanto escuta aturada; e a proximidade entre corpos um ato político de partilha e reconfiguração do sensível. O carácter experimental dos trabalhos do coreógrafo coloca as suas propostas artísticas no plano da investigação prática. A composição para cena parte da recolha diversificada de materiais e recorre à improvisação como forma de gerar movimento, texto e ritmo. O humor e a ironia, característicos do seu trabalho, assumem igualmente um papel importante.
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