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TeCA Maiúscula
Maiúscula
de Jacinto Lucas Pires, com interpretação de Luísa Cruz
TeCA Maiúscula
“Caíram as cuecas da corda.” Esta é a primeira fala, prosaica e objetiva, de Maiúscula, o solo que Jacinto Lucas Pires escreveu para uma atriz maior, Luísa Cruz, uma das mais extraordinárias da sua geração. Marcos Barbosa encena-o, reativando assim uma continuada parceira com o dramaturgo. Neste monólogo, Luísa Cruz é Benedetta Croce, uma atriz de certa idade, que recebe o telefonema de um realizador a propor-lhe um projeto chamado Medeia. A partir daí, ela enceta um frente a frente consigo própria, com o seu passado e futuro, não sem um implacável sentido de humor e de autoirrisão. “No espelho, o meu rosto lembra-me alguém que eu já fui.” O tempo desconcerta-se para esta mulher, mãe, divorciada, desempregada, patroa, sozinha numa casa grande demais. Uma atriz/mulher que, sobressaltada pelo antiquíssimo M de Medeia – a obra-prima de Eurípides, que neste solo é como um eco, ou uma réplica num diálogo vivo –, se assume em toda a sua “sageza e sabedoria”: “Não, não preciso que olhem para mim, sou uma Mulher Maiúscula.” Mas nós queremos olhar, Benedetta/Luísa, ser testemunhas desta Maiúscula.
09
Sep
13
Sep
2026-09-09T19:00:00Z
2026-09-13T16:00:00Z
TeCA — Teatro Carlos Alberto

qua+qui+sáb 19h00

sex 21h00

dom 16h00

12€
12+
Teatro Carlos Alberto Rua das Oliveiras, 43 4050-449 Porto

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TeCA Maiúscula
Theatre
“Caíram as cuecas da corda.” Esta é a primeira fala, prosaica e objetiva, de Maiúscula, o solo que Jacinto Lucas Pires escreveu para uma atriz maior, Luísa Cruz, uma das mais extraordinárias da sua geração. Marcos Barbosa encena-o, reativando assim uma continuada parceira com o dramaturgo. Neste monólogo, Luísa Cruz é Benedetta Croce, uma atriz de certa idade, que recebe o telefonema de um realizador a propor-lhe um projeto chamado Medeia. A partir daí, ela enceta um frente a frente consigo própria, com o seu passado e futuro, não sem um implacável sentido de humor e de autoirrisão. “No espelho, o meu rosto lembra-me alguém que eu já fui.” O tempo desconcerta-se para esta mulher, mãe, divorciada, desempregada, patroa, sozinha numa casa grande demais. Uma atriz/mulher que, sobressaltada pelo antiquíssimo M de Medeia – a obra-prima de Eurípides, que neste solo é como um eco, ou uma réplica num diálogo vivo –, se assume em toda a sua “sageza e sabedoria”: “Não, não preciso que olhem para mim, sou uma Mulher Maiúscula.” Mas nós queremos olhar, Benedetta/Luísa, ser testemunhas desta Maiúscula.

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