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Para quem cresceu e viveu a Zona Oriental do Porto há algumas décadas, a ideia de um Pic-Nic junto ao Rio Tinto despoleta automaticamente um conjunto de memórias intensas sobre o seu passado – ora pelos níveis de poluição que assolavam o rio, como pela decadência social e urbanística que o circundava. Hoje, com uma iniciativa de despoluição do Rio Tinto e com o renascimento do Parque Oriental — que é já um local de rotina de várias pessoas — a Sonoscopia convida todos para um “Pic-Nic Melancólico”, feito de música, oficinas, atividades para as famílias e, como não poderia faltar, petiscos vários.
Duração: 40 minutos
Loup Uberto é um músico, compositor, vocalista, arquivista sonoro e construtor de instrumentos francês, cuja prática artística se situa na confluência entre a música tradicional e a improvisação experimental. Fundador do projeto Bégayer, desenvolve um trabalho multidisciplinar que atravessa a performance, a investigação, a fotografia e a instalação sonora.
Ao longo dos anos, realizou diversas pesquisas de campo e recolhas sonoras em territórios como Cuba, a Europa de Leste, a Síria, a Tunísia e Itália, explorando repertórios populares, práticas vocais e formas de expressão ligadas ao trabalho, ao exílio e à memória coletiva. O seu trabalho procura criar pontes entre tradição e contemporaneidade, questionando os processos de desenraizamento cultural e as formas de resistência e transmissão.
A devolução dos espaços públicos à população permite-nos repensar as cidades de forma a que a vida das pessoas que a habitam possa ser muito mais do que a angustiante correria entre o trabalho e a casa. O Parque Oriental, cuja extensão de Rio Tinto até ao Freixo ultrapassa os 10km, abre fendas sobre antigos caminhos rurais, zonas de falência industrial e caos urbanístico, criando um espaço verde que faz justiça a uma zona da cidade que foi sempre esquecida. Ao longo de uma grande parte do parque encontramos o Rio Tinto, que nos anos 80 era um dos mais poluídos da Europa e com descargas ilegais diárias de fábricas circundantes. É hoje um rio com uma fauna e flora renascidas, e ladeado em algumas zonas por hortas comunitárias que fazem com que este rio e este parque seja hoje vivido de uma forma bem mais digna. Esta conversa é um convite a quem habita ou habitou esta zona para recordar, partilhar histórias e refletir em conjunto sobre as transformações que marcaram o Rio Tinto e o Parque Oriental nas últimas décadas.
Duração: 45 minutos
Formados em 2014, no Porto, os Sunflowers têm vindo a agitar o panorama musical português desde então. Talvez porque o som implacável que produzem entre em dissensão com o seu nome florido. Talvez pela sua ética de trabalho inigualável e inquietante. Talvez seja apenas controlo mental através de ondas rádio. Quem sabe?
As várias digressões da banda comprovam-no: Portugal, França, África do Sul e Inglaterra são apenas alguns dos países potencialmente hipnotizados. Se o título do último álbum, Endless Voyage, for um presságio, o hipnotismo sónico dos Sunflowers não terá fim.
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Para quem cresceu e viveu a Zona Oriental do Porto há algumas décadas, a ideia de um Pic-Nic junto ao Rio Tinto despoleta automaticamente um conjunto de memórias intensas sobre o seu passado – ora pelos níveis de poluição que assolavam o rio, como pela decadência social e urbanística que o circundava. Hoje, com uma iniciativa de despoluição do Rio Tinto e com o renascimento do Parque Oriental — que é já um local de rotina de várias pessoas — a Sonoscopia convida todos para um “Pic-Nic Melancólico”, feito de música, oficinas, atividades para as famílias e, como não poderia faltar, petiscos vários.
Duração: 40 minutos
Loup Uberto é um músico, compositor, vocalista, arquivista sonoro e construtor de instrumentos francês, cuja prática artística se situa na confluência entre a música tradicional e a improvisação experimental. Fundador do projeto Bégayer, desenvolve um trabalho multidisciplinar que atravessa a performance, a investigação, a fotografia e a instalação sonora.
Ao longo dos anos, realizou diversas pesquisas de campo e recolhas sonoras em territórios como Cuba, a Europa de Leste, a Síria, a Tunísia e Itália, explorando repertórios populares, práticas vocais e formas de expressão ligadas ao trabalho, ao exílio e à memória coletiva. O seu trabalho procura criar pontes entre tradição e contemporaneidade, questionando os processos de desenraizamento cultural e as formas de resistência e transmissão.
A devolução dos espaços públicos à população permite-nos repensar as cidades de forma a que a vida das pessoas que a habitam possa ser muito mais do que a angustiante correria entre o trabalho e a casa. O Parque Oriental, cuja extensão de Rio Tinto até ao Freixo ultrapassa os 10km, abre fendas sobre antigos caminhos rurais, zonas de falência industrial e caos urbanístico, criando um espaço verde que faz justiça a uma zona da cidade que foi sempre esquecida. Ao longo de uma grande parte do parque encontramos o Rio Tinto, que nos anos 80 era um dos mais poluídos da Europa e com descargas ilegais diárias de fábricas circundantes. É hoje um rio com uma fauna e flora renascidas, e ladeado em algumas zonas por hortas comunitárias que fazem com que este rio e este parque seja hoje vivido de uma forma bem mais digna. Esta conversa é um convite a quem habita ou habitou esta zona para recordar, partilhar histórias e refletir em conjunto sobre as transformações que marcaram o Rio Tinto e o Parque Oriental nas últimas décadas.
Duração: 45 minutos
Formados em 2014, no Porto, os Sunflowers têm vindo a agitar o panorama musical português desde então. Talvez porque o som implacável que produzem entre em dissensão com o seu nome florido. Talvez pela sua ética de trabalho inigualável e inquietante. Talvez seja apenas controlo mental através de ondas rádio. Quem sabe?
As várias digressões da banda comprovam-no: Portugal, França, África do Sul e Inglaterra são apenas alguns dos países potencialmente hipnotizados. Se o título do último álbum, Endless Voyage, for um presságio, o hipnotismo sónico dos Sunflowers não terá fim.
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