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Num concerto-espetáculo para coro não-coral e música eletrónica, o Frenesim ocupa o futuro Matadouro do Porto – Centro Cultural em plenas obras, enquanto arquitetura em transição, onde a memória industrial confronta a construção de uma nova centralidade cultural. O público percorre o espaço seguindo trajetos inspirados na circulação do gado para abate, numa inversão simbólica da função original do edifício: onde antes existiam mecanismos de processamento e despersonalização, procura-se agora produzir presença, escuta e participação coletiva. A distinção entre coro e espectadores dissolve-se progressivamente, integrando o público numa voz comum em permanente negociação.
Mais do que dispositivo musical, o coro afirma-se como exercício político e experiência de coexistência: um espaço temporário onde diferentes corpos, timbres, línguas e subjetividades se articulam num mesmo gesto coletivo. Num contexto em que a linguagem verbal revela frequentemente a sua insuficiência enquanto espaço de diálogo, cantar em coletivo emerge como prática de resistência e exercício democrático.
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Num concerto-espetáculo para coro não-coral e música eletrónica, o Frenesim ocupa o futuro Matadouro do Porto – Centro Cultural em plenas obras, enquanto arquitetura em transição, onde a memória industrial confronta a construção de uma nova centralidade cultural. O público percorre o espaço seguindo trajetos inspirados na circulação do gado para abate, numa inversão simbólica da função original do edifício: onde antes existiam mecanismos de processamento e despersonalização, procura-se agora produzir presença, escuta e participação coletiva. A distinção entre coro e espectadores dissolve-se progressivamente, integrando o público numa voz comum em permanente negociação.
Mais do que dispositivo musical, o coro afirma-se como exercício político e experiência de coexistência: um espaço temporário onde diferentes corpos, timbres, línguas e subjetividades se articulam num mesmo gesto coletivo. Num contexto em que a linguagem verbal revela frequentemente a sua insuficiência enquanto espaço de diálogo, cantar em coletivo emerge como prática de resistência e exercício democrático.
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