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Artistas:
Luísa Abreu
Inês Amorim
Pedro Bastos
Josemar Blures
Amanda Copstein
Alexandra Costa
Tânia Dinis
Zhenghang Fu
Letícia Maia
Filipe Marques
Bruno Mesquita
Artur Prudente
Marcelo Reis
Curadoria: Miguel Leal
A relação entre o mundo das percepções e o das alucinações nunca foi simples ou clara. Da percepção diz-se que acontece quando o cérebro processa e interpreta os sinais que lhe são enviados pelo restante corpo. Da alucinação, por seu lado, diz-se que ocorre quando o cérebro cria essa mesma experiência sensorial, seja na ausência de estímulos externos, seja por meio da transformação ou distorção desses mesmos estímulos. O caráter escorregadio de tal relação nasce justamente dessa zona de indeterminação: tanto a percepção quanto a alucinação pertencem ao domínio da experiência sensível e ambas podem ser enganadoras, a ponto de se tornar difícil distingui-las.
Sob essa perspectiva, a alucinação deixa de ser uma monstruosidade para se tornar a própria trama da nossa vida mental. Essa zona de sombra é também, em grande medida, o território onde a prática artística há muito se instalou. Enquanto acções sensíveis, feitas dos corpos e para os corpos, das coisas do mundo e para o mundo, os gestos da arte interrogam a todo o momento a própria noção de imaginário. Isto acontece não apenas porque tais gestos reconfiguram incessantemente o imaginário, mas também porque transitam, como um fluido, entre aquilo a que chamamos — na falta de melhor termo — percepções e alucinações, falsas ou verdadeiras, reais ou imaginárias.
Percepções e Alucinações é a exposição final dos estudantes de 1.º ano do Doutoramento em Artes Plásticas (DAP), que é habitual acontecer sempre em lugares exteriores à Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Coordenada por Miguel Leal, este ano tem lugar no Espaço Mira e reúne, como seria de esperar, uma série de trabalhos diversos na sua natureza e nos meios que convocam para a sua materialização. Essa diversidade é um espelho do caleidoscópio de práticas artísticas que encontram o seu lugar no DAP, que é — ou tenta ser — um lugar de atravessamentos, fluxos e derivas.
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Pedro Bastos
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Tânia Dinis
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Artur Prudente
Marcelo Reis
Curadoria: Miguel Leal
A relação entre o mundo das percepções e o das alucinações nunca foi simples ou clara. Da percepção diz-se que acontece quando o cérebro processa e interpreta os sinais que lhe são enviados pelo restante corpo. Da alucinação, por seu lado, diz-se que ocorre quando o cérebro cria essa mesma experiência sensorial, seja na ausência de estímulos externos, seja por meio da transformação ou distorção desses mesmos estímulos. O caráter escorregadio de tal relação nasce justamente dessa zona de indeterminação: tanto a percepção quanto a alucinação pertencem ao domínio da experiência sensível e ambas podem ser enganadoras, a ponto de se tornar difícil distingui-las.
Sob essa perspectiva, a alucinação deixa de ser uma monstruosidade para se tornar a própria trama da nossa vida mental. Essa zona de sombra é também, em grande medida, o território onde a prática artística há muito se instalou. Enquanto acções sensíveis, feitas dos corpos e para os corpos, das coisas do mundo e para o mundo, os gestos da arte interrogam a todo o momento a própria noção de imaginário. Isto acontece não apenas porque tais gestos reconfiguram incessantemente o imaginário, mas também porque transitam, como um fluido, entre aquilo a que chamamos — na falta de melhor termo — percepções e alucinações, falsas ou verdadeiras, reais ou imaginárias.
Percepções e Alucinações é a exposição final dos estudantes de 1.º ano do Doutoramento em Artes Plásticas (DAP), que é habitual acontecer sempre em lugares exteriores à Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). Coordenada por Miguel Leal, este ano tem lugar no Espaço Mira e reúne, como seria de esperar, uma série de trabalhos diversos na sua natureza e nos meios que convocam para a sua materialização. Essa diversidade é um espelho do caleidoscópio de práticas artísticas que encontram o seu lugar no DAP, que é — ou tenta ser — um lugar de atravessamentos, fluxos e derivas.
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