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“Para mim representar é um combate. É kung-fu. Um combate contra si mesmo.” Kung-Fu, o solo autobiográfico de Dieudonné Niangouna, dramaturgo, encenador e ator congolês, testemunha o teatro como uma arte marcial, uma arte de combate: “É a fight.” Terão sido palavras como estas que, há mais de dez anos, Renata Portas ouviu na FLUP, quando Niangouna falava sobre como o teatro lhe salvara a vida. “Onze anos mais tarde, li várias peças e esta atravessou-me pelo nome, primeiro (imagens na retina: Bruce Lee, mais tarde, Tarantino, filmes com pipocas, a infância, carros e Steve McQueen).” Uma afinidade revelou-se assim, uma vez que o herói de Kung-Fu é um contador de histórias de filmes (não só de kung-fu, mas especialmente), de mil aventuras vividas ou fantasiadas, um homem-palavra. “Depois de tanto contar filmes, acabei por me contar a mim próprio.” O Kung-Fu de Renata Portas, com Diogo Tormenta a encarnar o solo, leva-nos a participar do combate, a insistir no teatro. “A vida é o que eu ponho no palco. Falar de dentro de mim. Falar fora de mim. Para falar às pessoas.”
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“Para mim representar é um combate. É kung-fu. Um combate contra si mesmo.” Kung-Fu, o solo autobiográfico de Dieudonné Niangouna, dramaturgo, encenador e ator congolês, testemunha o teatro como uma arte marcial, uma arte de combate: “É a fight.” Terão sido palavras como estas que, há mais de dez anos, Renata Portas ouviu na FLUP, quando Niangouna falava sobre como o teatro lhe salvara a vida. “Onze anos mais tarde, li várias peças e esta atravessou-me pelo nome, primeiro (imagens na retina: Bruce Lee, mais tarde, Tarantino, filmes com pipocas, a infância, carros e Steve McQueen).” Uma afinidade revelou-se assim, uma vez que o herói de Kung-Fu é um contador de histórias de filmes (não só de kung-fu, mas especialmente), de mil aventuras vividas ou fantasiadas, um homem-palavra. “Depois de tanto contar filmes, acabei por me contar a mim próprio.” O Kung-Fu de Renata Portas, com Diogo Tormenta a encarnar o solo, leva-nos a participar do combate, a insistir no teatro. “A vida é o que eu ponho no palco. Falar de dentro de mim. Falar fora de mim. Para falar às pessoas.”
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