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Há 134 anos, o norte do país foi palco de uma das maiores tragédias marítimas da História de Portugal. Na tarde de 27 de fevereiro de 1892, uma tempestade ergueu-se inesperadamente e varreu o litoral, com especial impacto entre Aveiro e a Galiza. Em poucas horas, o oceano reclamou 105 vidas das comunidades piscatórias da Póvoa de Varzim e da Afurada: pais, filhos, irmãos, camaradas. Em terra ficaram mulheres e crianças, comunidades inteiras mergulhadas num luto profundo. A tempestade levou consigo vidas, mas também a esperança destas comunidades que, a partir desse dia, passaram a vestir-se de negro.
A tragédia desse dia ecoou por gerações. O país, profundamente comovido, assistiu à criação do Instituto de Socorros a Náufragos, fundado pela Rainha D.ª Amélia, como resposta à dor e à urgência de proteger os homens do mar. O luto, porém, prolongou-se muito para além do imediato. Durante anos, as festas populares esmoreceram, os trajes coloridos cederam lugar ao negro e os instrumentos musicais silenciaram-se. O mar, outrora sustento e promessa, tornou-se espelho da ausência.
É a partir deste episódio fundador que nasce Supplica, um espetáculo audiovisual criado por Hélder Luís, que estreou no passado mês de fevereiro na Igreja da Lapa, na Póvoa de Varzim. Integrado na residência artística MAR|PVZ19/20 e apoiado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e pela Mútua dos Pescadores, o projeto propõe-se transformar a memória da tragédia numa experiência artística viva, imersiva e coletiva.
Supplica vai ser exibido no Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto, no dia 24 de julho de 2026, às 21h30.
A entrada é livre.
Este evento está integrado nas Noites no Pátio do Museu.
Nota: a realização desta sessão ao ar livre está dependente das condições meteorológicas. Caso estas não sejam favoráveis, o evento poderá realizar-se no interior do edifício ou ser cancelado.
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Há 134 anos, o norte do país foi palco de uma das maiores tragédias marítimas da História de Portugal. Na tarde de 27 de fevereiro de 1892, uma tempestade ergueu-se inesperadamente e varreu o litoral, com especial impacto entre Aveiro e a Galiza. Em poucas horas, o oceano reclamou 105 vidas das comunidades piscatórias da Póvoa de Varzim e da Afurada: pais, filhos, irmãos, camaradas. Em terra ficaram mulheres e crianças, comunidades inteiras mergulhadas num luto profundo. A tempestade levou consigo vidas, mas também a esperança destas comunidades que, a partir desse dia, passaram a vestir-se de negro.
A tragédia desse dia ecoou por gerações. O país, profundamente comovido, assistiu à criação do Instituto de Socorros a Náufragos, fundado pela Rainha D.ª Amélia, como resposta à dor e à urgência de proteger os homens do mar. O luto, porém, prolongou-se muito para além do imediato. Durante anos, as festas populares esmoreceram, os trajes coloridos cederam lugar ao negro e os instrumentos musicais silenciaram-se. O mar, outrora sustento e promessa, tornou-se espelho da ausência.
É a partir deste episódio fundador que nasce Supplica, um espetáculo audiovisual criado por Hélder Luís, que estreou no passado mês de fevereiro na Igreja da Lapa, na Póvoa de Varzim. Integrado na residência artística MAR|PVZ19/20 e apoiado pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e pela Mútua dos Pescadores, o projeto propõe-se transformar a memória da tragédia numa experiência artística viva, imersiva e coletiva.
Supplica vai ser exibido no Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto, no dia 24 de julho de 2026, às 21h30.
A entrada é livre.
Este evento está integrado nas Noites no Pátio do Museu.
Nota: a realização desta sessão ao ar livre está dependente das condições meteorológicas. Caso estas não sejam favoráveis, o evento poderá realizar-se no interior do edifício ou ser cancelado.
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