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Escutar o chão comum
«Escutar é tender para um sentido possível, e não ainda alcançado» (Nancy).
Este trabalho performativo-ensaístico da Ressonâncias em forma de 5a aumentada move-se no intervalo entre aquilo que nos chega vibracionalmente e o que ainda não se deixa compreender. Assume, por isso, deliberadamente uma ação performativa político-poética, onde o rigor conceptual não se opõe à vibração da linguagem, ao furor dos sons, à agitação dos corpos, nem do imaginário pictórico sensível, mas deles depende.
Propomo-nos pensar e fazer exercitar a escuta como se esta fosse um lugar do ser-com, enquanto prática ontológica e política do comum. Escutar não é apenas um ato percetivo, visto ser uma forma de estarmos expostos a, de partilharmos espaços com e de criarmos tempo e vulnerabilidade. Num mundo tão marcado pela apropriação, pela extração e pela captura — inclusive a do sensível — a escuta surge aqui como gesto de resistência.
A questão que atravessa este trabalho permanece em aberto: será possível partilhar o som sem o possuir?
Ressonantes do dia 26, a partir das 18:00 na Sonoscopia:
André Alves
Constança Amador
Horácio Tomé Marques
Mário Azevedo
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Escutar o chão comum
«Escutar é tender para um sentido possível, e não ainda alcançado» (Nancy).
Este trabalho performativo-ensaístico da Ressonâncias em forma de 5a aumentada move-se no intervalo entre aquilo que nos chega vibracionalmente e o que ainda não se deixa compreender. Assume, por isso, deliberadamente uma ação performativa político-poética, onde o rigor conceptual não se opõe à vibração da linguagem, ao furor dos sons, à agitação dos corpos, nem do imaginário pictórico sensível, mas deles depende.
Propomo-nos pensar e fazer exercitar a escuta como se esta fosse um lugar do ser-com, enquanto prática ontológica e política do comum. Escutar não é apenas um ato percetivo, visto ser uma forma de estarmos expostos a, de partilharmos espaços com e de criarmos tempo e vulnerabilidade. Num mundo tão marcado pela apropriação, pela extração e pela captura — inclusive a do sensível — a escuta surge aqui como gesto de resistência.
A questão que atravessa este trabalho permanece em aberto: será possível partilhar o som sem o possuir?
Ressonantes do dia 26, a partir das 18:00 na Sonoscopia:
André Alves
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