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Como se transforma uma ausência em memória? O que permanece quando alguém ou algo deixa de estar presente? E de que forma a arte pode contribuir para dar sentido à perda? É a partir destas questões que se constrói “Por saudade”, uma exposição coletiva que reúne o trabalho de dez artistas em formação graduada e pós-graduada em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), propondo diferentes olhares sobre o luto enquanto experiência universal de perda, memória e transformação.
A exposição reúne trabalhos de Ana Cristina Sousa, Cláudia Teixeira, Inês Ribeiro da Silva, Kalejaye Tosin, Letícia Macêdo, Luis Rodrigues, Mariana Cerqueira, Mariana Maia Rocha, Mônica Nogueira e Sara Laranjeiro, artistas de Portugal, Nigéria e Brasil, que, através de diferentes práticas artísticas, exploram formas distintas de viver, enfrentar e ressignificar a experiência da perda.
“Por saudade” parte de diferentes experiências de luto e de ausência. A perda familiar, a distância imposta, a ausência afetiva, o abandono e os processos de preservação, transformação ou condicionamento da memória são algumas das experiências convocadas pelas obras apresentadas.
Mais do que procurar representar o luto de uma forma única, a exposição propõe um percurso por diferentes formas de relação com a perda, evidenciando a dimensão subjetiva e complexa desta experiência. Cada obra constitui uma possibilidade de diálogo com aquilo que deixou de estar presente e com as marcas que essa ausência deixa no indivíduo.
A saudade surge, neste contexto, não apenas como expressão da falta, mas também como uma forma de permanência. Entre a ausência e a memória, os trabalhos apresentados exploram a maneira como os afetos podem sobreviver à perda e continuar a participar na construção da identidade.
A exposição integra a programação da European Grief Conference 2026, que decorre no Porto entre 9 e 11 de setembro e reúne mais de 400 investigadores, psicólogos, profissionais de saúde e académicos para discutir os desafios contemporâneos associados ao luto e à perda. A conferência inclui, entre os seus temas, a relação entre arte e processos de perda, estabelecendo um contexto de diálogo entre a criação artística e outras formas de compreender e acompanhar a experiência do luto.
Coordenada por Domingos Loureiro (FBAUP/i2ADS), “Por saudade” conta ainda com o apoio de Beatriz Vieira, Manuel Sousa, Dan Gaina e Tiago Reis.
A exposição inaugura a 9 de setembro, às 18h30, na Galeria Principal da Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, no Porto, durante a Welcome Reception da European Grief Conference 2026, e estará patente ao público até 12 de setembro.
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Como se transforma uma ausência em memória? O que permanece quando alguém ou algo deixa de estar presente? E de que forma a arte pode contribuir para dar sentido à perda? É a partir destas questões que se constrói “Por saudade”, uma exposição coletiva que reúne o trabalho de dez artistas em formação graduada e pós-graduada em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP), propondo diferentes olhares sobre o luto enquanto experiência universal de perda, memória e transformação.
A exposição reúne trabalhos de Ana Cristina Sousa, Cláudia Teixeira, Inês Ribeiro da Silva, Kalejaye Tosin, Letícia Macêdo, Luis Rodrigues, Mariana Cerqueira, Mariana Maia Rocha, Mônica Nogueira e Sara Laranjeiro, artistas de Portugal, Nigéria e Brasil, que, através de diferentes práticas artísticas, exploram formas distintas de viver, enfrentar e ressignificar a experiência da perda.
“Por saudade” parte de diferentes experiências de luto e de ausência. A perda familiar, a distância imposta, a ausência afetiva, o abandono e os processos de preservação, transformação ou condicionamento da memória são algumas das experiências convocadas pelas obras apresentadas.
Mais do que procurar representar o luto de uma forma única, a exposição propõe um percurso por diferentes formas de relação com a perda, evidenciando a dimensão subjetiva e complexa desta experiência. Cada obra constitui uma possibilidade de diálogo com aquilo que deixou de estar presente e com as marcas que essa ausência deixa no indivíduo.
A saudade surge, neste contexto, não apenas como expressão da falta, mas também como uma forma de permanência. Entre a ausência e a memória, os trabalhos apresentados exploram a maneira como os afetos podem sobreviver à perda e continuar a participar na construção da identidade.
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