No início do século XVI, o tema da Paixão de Cristo assume importância central na arte europeia. A expansão das práticas devocionais individuais e a valorização da meditação afetiva sobre o sofrimento de Cristo tornam-no um dos ciclos religiosos mais representados em todas as artes. Albrecht Dürer publica, em 1511, a série de gravuras intitulada Pequena Paixão. A obra foi decisiva para a fixação da iconografia do tema e para a sua receção, graças à difusão sem precedentes que alcançou. As oficinas de esmalte pintado de Limoges utilizaram frequentemente essas gravuras para criar pequenas pinturas em esmalte sobre cobre, simplificando, reorganizando e recriando a matriz gráfica, transformando-a em objetos de luxo, situados na fronteira entre as belas-artes e as artes decorativas. O MNSR conserva um raro conjunto dessas pinturas.
No início do século XVI, o tema da Paixão de Cristo assume importância central na arte europeia. A expansão das práticas devocionais individuais e a valorização da meditação afetiva sobre o sofrimento de Cristo tornam-no um dos ciclos religiosos mais representados em todas as artes. Albrecht Dürer publica, em 1511, a série de gravuras intitulada Pequena Paixão. A obra foi decisiva para a fixação da iconografia do tema e para a sua receção, graças à difusão sem precedentes que alcançou. As oficinas de esmalte pintado de Limoges utilizaram frequentemente essas gravuras para criar pequenas pinturas em esmalte sobre cobre, simplificando, reorganizando e recriando a matriz gráfica, transformando-a em objetos de luxo, situados na fronteira entre as belas-artes e as artes decorativas. O MNSR conserva um raro conjunto dessas pinturas.