Nicola e Philipp estão a esvaziar a casa do pai, recentemente falecido, quando encontram um quadro cuja existência desconheciam. A tela está assinada: A. Hitler. O que fazer? Nicola pretende vendê-lo, Philipp guardá-lo, e Judith, a mulher judia deste, quer queimá-lo. É a partir de um inesperado dilema familiar que Marius von Mayenburg constrói a peça Isto É um Hitler Genuíno. Neste oportuno ensaio, Mayenburg inscreve o luto de uma família num “país noturno” (tradução possível de Nacthland , o neologismo do título original), questionando assim as relações entre o privado e o coletivo, entre o passado, marcado pelo Holocausto, e o presente. A peça propõe ainda uma complexa e por vezes cómica reflexão em torno da arte, do seu valor e do sempiterno problema da separação entre obra e artista. Com este texto datado de 2022, o encenador João Cardoso e a ASSéDIO regressam à obra do dramaturgo alemão, de quem já tinham apresentado o absurdo e impiedosamente cómico O Feio.
Nicola e Philipp estão a esvaziar a casa do pai, recentemente falecido, quando encontram um quadro cuja existência desconheciam. A tela está assinada: A. Hitler. O que fazer? Nicola pretende vendê-lo, Philipp guardá-lo, e Judith, a mulher judia deste, quer queimá-lo. É a partir de um inesperado dilema familiar que Marius von Mayenburg constrói a peça Isto É um Hitler Genuíno. Neste oportuno ensaio, Mayenburg inscreve o luto de uma família num “país noturno” (tradução possível de Nacthland , o neologismo do título original), questionando assim as relações entre o privado e o coletivo, entre o passado, marcado pelo Holocausto, e o presente. A peça propõe ainda uma complexa e por vezes cómica reflexão em torno da arte, do seu valor e do sempiterno problema da separação entre obra e artista. Com este texto datado de 2022, o encenador João Cardoso e a ASSéDIO regressam à obra do dramaturgo alemão, de quem já tinham apresentado o absurdo e impiedosamente cómico O Feio.