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CINCO NOITES DE CINEMA, MÚSICA E PERFORMANCE
O Shortcutz regressa ao Coliseu Porto Ageas com cinco noites de programação cinematográfica especial, reunindo realizadoras ligadas ao Porto num percurso entre Manifesto, Mar, Memória, Murmúrio e Mitologia.
A programação reúne obras realizadas por mulheres, afirmando não apenas a relevância dos seus percursos no panorama contemporâneo, mas também a diversidade estética e sensível das suas propostas cinematográficas.
Entre cinema contemporâneo, concertos, cine-concertos e DJ sets, o Shortcutz Coliseu propõe uma experiência coletiva onde filmes, música e comunidade se encontram com artistas visuais e musicais. Após os filmes decorre sempre uma conversa com as realizadoras e personalidades ligadas ao cinema.
PROGRAMA
15 JUN | MANIFESTO
Concerto de REGINA e SUSPIRO
Regina surge da metamorfose manifestada pelo eco das mulheres que ficam na memória do tempo — das que falaram quando lhes pediam silêncio, das que amaram sem licença, das que, com a sua força discreta, abriram caminhos. Regina Tavares da Silva é uma dessas mulheres que lutou (e luta) por um futuro de igualdade e liberdade para tod@s.
Em palco, Regina, projeto musical criado por Clara Maio e Laura Rui, transforma-se numa experiência visceral, onde a música não quer apenas ser ouvida, quer ser sentida como uma conversa antiga entre mulheres que nunca deixaram de existir umas nas outras.
J’EXISTE PORTO, de Patrícia Sobreiro | Doc | 10’26’’ | 2024
Curta-metragem biográfica e intimista baseada na experiência de várias viagens à cidade do Porto. As pessoas, os lugares, as reflexões ao longo do caminho.
DJ Set Lara Soft
After party com DJ set de Lara Soft
16 JUN | MAR
Do litoral à memória afetiva, o mar surge como espaço emocional, paisagem e território de observação.
SUAVE MAR, de Sara N. Santos | Doc ficção | 15’00 | 2025
Um homem recorda a mãe. Ela costumava falar-lhe de um lugar mítico, a praia. Em Suave Mar, o banheiro mergulhava as crianças nas ondas entre gritos e gargalhadas, as rendas e os fatos de banho estavam na moda e as pessoas pediam ao mar para viverem para sempre.
Enquanto isso, o fotógrafo percorria o areal na tentativa de registar uma sociedade à beira da decadência.
A VER O MAR, de Ana Oliveira e André Puertas | Doc | 25’00 | 2017
O título deste documentário joga com o nome da localidade onde decorre a ação, A Ver-o-Mar, e a prática que é retratada: pessoas que passam longos períodos de tempo dentro de um automóvel a observar o mar e as pessoas que passeiam naquela marginal. Este é afinal um hábito partilhado entre diferentes gerações, entre diferentes casais, que aproveitam aqueles momentos para consolidar a sua intimidade, em gestos que se repetem e que o filme revela como naturais. O filme intromete-se nas conversas e cria uma relação de cumplicidade com as pessoas que filma, que vão ampliando as histórias que inventam para passar o tempo.
17 JUN | MEMÓRIA
Dois filmes atravessados pela memória, pela passagem do tempo e pelas relações entre corpo, arquivo e identidade.
SALTO, de Ana Castro | Doc | 12’43” | 2025
Entre o peso da história e a leveza da memória, há um salto que nunca termina. Em SALTO, a realizadora revisita as histórias vividas e transmitidas pela sua avó, Rosalina de Castro, entrelaçando memória pessoal e coletiva. Através de imagens de arquivo pessoal, testemunhos e filmagens contemporâneas, o filme traça o percurso das primeiras mulheres paraquedistas civis em Portugal, revelando a sua coragem e os ecos de um passado que ainda ressoa. Mais do que um retrato de quem desafiou os céus, SALTO é uma reflexão sobre as histórias que herdamos, o que recordamos e o que permanece por dizer.
KORA, de Cláudia Varejão | Doc | 29’00” | 2024
KORA traça a silhueta de mulheres refugiadas a viver em Portugal. Em comum entre si, trazem o passado no corpo e nas palavras, bem como aqueles que amam impressos em retratos. A partir dessas memórias, acedemos ao olhar íntimo e político de quem reconstrói o (seu) presente.
18 JUN | MURMÚRIO
Maria João Sousa é uma cineasta portuguesa natural do Porto e radicada em São Miguel, Açores. As curtas-metragens que exibimos em estreia no Porto refletem a necessidade de observar, ouvir e tocar para partilhar sensações através do cinema.
MOVIMENTO. DIM∑NSÃO. IMPACTO, de MJ Sousa | Doc | 04’40 | 2024
E se os rastos do movimento fossem visíveis? Observação de movimentos que oscilam a matéria em padrões comportamentais que perduram no tempo e no espaço, criando impactos em todas as dimensões.
CÓCEGAS NA TERRA, de MJ Sousa | Doc | 15’30 | 2023
Quem passa em Santa Clara pode contemplar a visão de um estendal de linhas cintilantes ao mesmo tom do reflexo dos peixes no mar. Mas estas linhas movem-se na terra. Quem as constrói também está na terra mas vive ao ritmo do mar. As mãos humanas marcam o compasso com a natureza que os envolve. Encostam as suas linhas do mar na terra e com o vento, dançam juntos a mesma melodia.
SABRINA, de MJ Sousa | Doc | 29’30 | 2025
O processo de preparação do concurso de beleza para vacas e vitelas, o XIX Concurso Micaelense Raça Holstein Frísia. Uma viagem em família com ritmos e emoções, contada através do ponto de vista de uma vaca chamada Sabrina.
19 JUN | MITOLOGIA
Um cine-concerto em estreia, entre o simbólico, o ritual e a travessia, onde música e imagem dialogam ao vivo, acompanhando Gastão, o barqueiro do Douro.
CARONTE, de Tânia Gomes Teixeira | Fic | 106’00 | 2025
com JP Coimbra ao vivo
No rio Douro, especialmente nas pontes que ligam as cidades do Porto a Vila Nova de Gaia, regista-se uma elevada ocorrência de suicídios, maioritariamente de homens e mais acentuada durante os meses de Inverno. Na mitologia grega, Caronte é o barqueiro de Hades cuja tarefa é transportar as almas dos que acabaram de morrer através das águas do Aqueronte, muitas vezes traduzido como o “rio do infortúnio”.
Neste lugar, e porque “nem todos querem ser salvos, mas alguém tem de os trazer de volta”, Gastão, também ele barqueiro, dedica seis dias da sua semana à vigília do rio. Comparado a Caronte pela realizadora Tânia Gomes Teixeira, a missão dele não é salvar os que se lançam à morte, mas recuperar os seus corpos e devolvê-los às famílias, para que lhes seja possível fazer o luto.
CINCO NOITES DE CINEMA, MÚSICA E PERFORMANCE
O Shortcutz regressa ao Coliseu Porto Ageas com cinco noites de programação cinematográfica especial, reunindo realizadoras ligadas ao Porto num percurso entre Manifesto, Mar, Memória, Murmúrio e Mitologia.
A programação reúne obras realizadas por mulheres, afirmando não apenas a relevância dos seus percursos no panorama contemporâneo, mas também a diversidade estética e sensível das suas propostas cinematográficas.
Entre cinema contemporâneo, concertos, cine-concertos e DJ sets, o Shortcutz Coliseu propõe uma experiência coletiva onde filmes, música e comunidade se encontram com artistas visuais e musicais. Após os filmes decorre sempre uma conversa com as realizadoras e personalidades ligadas ao cinema.
PROGRAMA
15 JUN | MANIFESTO
Concerto de REGINA e SUSPIRO
Regina surge da metamorfose manifestada pelo eco das mulheres que ficam na memória do tempo — das que falaram quando lhes pediam silêncio, das que amaram sem licença, das que, com a sua força discreta, abriram caminhos. Regina Tavares da Silva é uma dessas mulheres que lutou (e luta) por um futuro de igualdade e liberdade para tod@s.
Em palco, Regina, projeto musical criado por Clara Maio e Laura Rui, transforma-se numa experiência visceral, onde a música não quer apenas ser ouvida, quer ser sentida como uma conversa antiga entre mulheres que nunca deixaram de existir umas nas outras.
J’EXISTE PORTO, de Patrícia Sobreiro | Doc | 10’26’’ | 2024
Curta-metragem biográfica e intimista baseada na experiência de várias viagens à cidade do Porto. As pessoas, os lugares, as reflexões ao longo do caminho.
DJ Set Lara Soft
After party com DJ set de Lara Soft
16 JUN | MAR
Do litoral à memória afetiva, o mar surge como espaço emocional, paisagem e território de observação.
SUAVE MAR, de Sara N. Santos | Doc ficção | 15’00 | 2025
Um homem recorda a mãe. Ela costumava falar-lhe de um lugar mítico, a praia. Em Suave Mar, o banheiro mergulhava as crianças nas ondas entre gritos e gargalhadas, as rendas e os fatos de banho estavam na moda e as pessoas pediam ao mar para viverem para sempre.
Enquanto isso, o fotógrafo percorria o areal na tentativa de registar uma sociedade à beira da decadência.
A VER O MAR, de Ana Oliveira e André Puertas | Doc | 25’00 | 2017
O título deste documentário joga com o nome da localidade onde decorre a ação, A Ver-o-Mar, e a prática que é retratada: pessoas que passam longos períodos de tempo dentro de um automóvel a observar o mar e as pessoas que passeiam naquela marginal. Este é afinal um hábito partilhado entre diferentes gerações, entre diferentes casais, que aproveitam aqueles momentos para consolidar a sua intimidade, em gestos que se repetem e que o filme revela como naturais. O filme intromete-se nas conversas e cria uma relação de cumplicidade com as pessoas que filma, que vão ampliando as histórias que inventam para passar o tempo.
17 JUN | MEMÓRIA
Dois filmes atravessados pela memória, pela passagem do tempo e pelas relações entre corpo, arquivo e identidade.
SALTO, de Ana Castro | Doc | 12’43” | 2025
Entre o peso da história e a leveza da memória, há um salto que nunca termina. Em SALTO, a realizadora revisita as histórias vividas e transmitidas pela sua avó, Rosalina de Castro, entrelaçando memória pessoal e coletiva. Através de imagens de arquivo pessoal, testemunhos e filmagens contemporâneas, o filme traça o percurso das primeiras mulheres paraquedistas civis em Portugal, revelando a sua coragem e os ecos de um passado que ainda ressoa. Mais do que um retrato de quem desafiou os céus, SALTO é uma reflexão sobre as histórias que herdamos, o que recordamos e o que permanece por dizer.
KORA, de Cláudia Varejão | Doc | 29’00” | 2024
KORA traça a silhueta de mulheres refugiadas a viver em Portugal. Em comum entre si, trazem o passado no corpo e nas palavras, bem como aqueles que amam impressos em retratos. A partir dessas memórias, acedemos ao olhar íntimo e político de quem reconstrói o (seu) presente.
18 JUN | MURMÚRIO
Maria João Sousa é uma cineasta portuguesa natural do Porto e radicada em São Miguel, Açores. As curtas-metragens que exibimos em estreia no Porto refletem a necessidade de observar, ouvir e tocar para partilhar sensações através do cinema.
MOVIMENTO. DIM∑NSÃO. IMPACTO, de MJ Sousa | Doc | 04’40 | 2024
E se os rastos do movimento fossem visíveis? Observação de movimentos que oscilam a matéria em padrões comportamentais que perduram no tempo e no espaço, criando impactos em todas as dimensões.
CÓCEGAS NA TERRA, de MJ Sousa | Doc | 15’30 | 2023
Quem passa em Santa Clara pode contemplar a visão de um estendal de linhas cintilantes ao mesmo tom do reflexo dos peixes no mar. Mas estas linhas movem-se na terra. Quem as constrói também está na terra mas vive ao ritmo do mar. As mãos humanas marcam o compasso com a natureza que os envolve. Encostam as suas linhas do mar na terra e com o vento, dançam juntos a mesma melodia.
SABRINA, de MJ Sousa | Doc | 29’30 | 2025
O processo de preparação do concurso de beleza para vacas e vitelas, o XIX Concurso Micaelense Raça Holstein Frísia. Uma viagem em família com ritmos e emoções, contada através do ponto de vista de uma vaca chamada Sabrina.
19 JUN | MITOLOGIA
Um cine-concerto em estreia, entre o simbólico, o ritual e a travessia, onde música e imagem dialogam ao vivo, acompanhando Gastão, o barqueiro do Douro.
CARONTE, de Tânia Gomes Teixeira | Fic | 106’00 | 2025
com JP Coimbra ao vivo
No rio Douro, especialmente nas pontes que ligam as cidades do Porto a Vila Nova de Gaia, regista-se uma elevada ocorrência de suicídios, maioritariamente de homens e mais acentuada durante os meses de Inverno. Na mitologia grega, Caronte é o barqueiro de Hades cuja tarefa é transportar as almas dos que acabaram de morrer através das águas do Aqueronte, muitas vezes traduzido como o “rio do infortúnio”.
Neste lugar, e porque “nem todos querem ser salvos, mas alguém tem de os trazer de volta”, Gastão, também ele barqueiro, dedica seis dias da sua semana à vigília do rio. Comparado a Caronte pela realizadora Tânia Gomes Teixeira, a missão dele não é salvar os que se lançam à morte, mas recuperar os seus corpos e devolvê-los às famílias, para que lhes seja possível fazer o luto.
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