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"Em 1971 é inaugurado no Porto o Cine-Estúdio Passos Manuel, uma sala de cinema de lotação reduzida (face à realidade da época) dedicada ao cinema autoral e independente, diferenciada dos restantes écrans da cidade.
Disposta aos riscos comerciais que um programa na interseção do mainstream com a contracultura representava, lança-se em novembro desse mesmo ano com a projeção do filme Vanishing Point (real. Richard C. Sarafian), afirmando-se desde então na vida cultural da cidade enquanto ponto de passagem obrigatório.
Numa década revolucionária e de enorme ebulição social, permitiu aos portuenses encontrar outras revoluções, naquele que foi um dos momentos mais transformativos no cinema global, marcado por grandes empreendimentos autorais, enormes riscos criativos, e explorações de temáticas desafiantes.
Com o Era uma vez no Passos, procuramos honrar o legado histórico desta sala, propondo títulos que evocam este seu espírito original (alguns dos quais podem ter sido exibidos naqueles anos formativos), saltando para a frente e para trás no tempo e nas eras do cinema, nesta procura e definição de um cânone, associado a um modo de ver e viver o cinema à Passos Manuel." — Miguel Mesquita
O programa terá duas janelas habituais de exibição:
- Quintas-feiras à noite (com início às 21h30), com cinema desde a Nova Hollywood, passando pelo Neo-Noir, e terminando na vaga independente dos anos 1990.
- Matinés aos sábados (início às 17h30), dedicadas aos clássicos do studio system que o ousaram subverter. A dissimulação narrativa dos iconoclastas melodramáticos, a inquietude temática do Film Noir, os primeiros ensaios de realismo e naturalismo no trabalho de ator.
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"Em 1971 é inaugurado no Porto o Cine-Estúdio Passos Manuel, uma sala de cinema de lotação reduzida (face à realidade da época) dedicada ao cinema autoral e independente, diferenciada dos restantes écrans da cidade.
Disposta aos riscos comerciais que um programa na interseção do mainstream com a contracultura representava, lança-se em novembro desse mesmo ano com a projeção do filme Vanishing Point (real. Richard C. Sarafian), afirmando-se desde então na vida cultural da cidade enquanto ponto de passagem obrigatório.
Numa década revolucionária e de enorme ebulição social, permitiu aos portuenses encontrar outras revoluções, naquele que foi um dos momentos mais transformativos no cinema global, marcado por grandes empreendimentos autorais, enormes riscos criativos, e explorações de temáticas desafiantes.
Com o Era uma vez no Passos, procuramos honrar o legado histórico desta sala, propondo títulos que evocam este seu espírito original (alguns dos quais podem ter sido exibidos naqueles anos formativos), saltando para a frente e para trás no tempo e nas eras do cinema, nesta procura e definição de um cânone, associado a um modo de ver e viver o cinema à Passos Manuel." — Miguel Mesquita
O programa terá duas janelas habituais de exibição:
- Quintas-feiras à noite (com início às 21h30), com cinema desde a Nova Hollywood, passando pelo Neo-Noir, e terminando na vaga independente dos anos 1990.
- Matinés aos sábados (início às 17h30), dedicadas aos clássicos do studio system que o ousaram subverter. A dissimulação narrativa dos iconoclastas melodramáticos, a inquietude temática do Film Noir, os primeiros ensaios de realismo e naturalismo no trabalho de ator.
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