Um olhar sobre os nossos vizinhos mais cuscos. Aqueles ali que estão sempre à janela, que nunca perdem as últimas encrencas da rua, que apanham todas as interações da esplanada do café, que observam a brisa leve nas árvores, que acompanham todos os voos sobre a cidade, dos aviões e dos pássaros, e que a eles resmungam como se os fossem ouvir. Curiosos são estes vizinhos, mas eu ainda sou mais. Eu, que quero observá-los a eles e descobrir o que escondem nas suas casas, que vidas levam, porque espreitam tanto. Ficamos, assim, frente a frente, um par de olhares impacientes e afiados a circundar todo o ambiente à volta deste estranho que observa. E no final, quem está realmente à espreita? Os vizinhos ou o passeante curioso?
Um olhar sobre os nossos vizinhos mais cuscos. Aqueles ali que estão sempre à janela, que nunca perdem as últimas encrencas da rua, que apanham todas as interações da esplanada do café, que observam a brisa leve nas árvores, que acompanham todos os voos sobre a cidade, dos aviões e dos pássaros, e que a eles resmungam como se os fossem ouvir. Curiosos são estes vizinhos, mas eu ainda sou mais. Eu, que quero observá-los a eles e descobrir o que escondem nas suas casas, que vidas levam, porque espreitam tanto. Ficamos, assim, frente a frente, um par de olhares impacientes e afiados a circundar todo o ambiente à volta deste estranho que observa. E no final, quem está realmente à espreita? Os vizinhos ou o passeante curioso?