CORPO NÓMADA é um devaneio em movimento onde quatro seres exploram os territórios do encontro. Serão versões de uma mesma história? Reflexos uns dos outros em dimensões metafísicas ou terrestres? A fronteira permanece difusa, deliberadamente porosa.
Em cima, os corpos aéreos dançam uma liberdade bela e frágil. Procuram-se, tocam-se, projetam-se para outros lugares que talvez existam apenas no seu ímpeto. Cada gesto torna-se alegoria: o equilíbrio precário de toda a relação, de toda a aspiração, o desejo que eleva, a graça que emerge da incerteza.
Em baixo, a realidade também ressoa. Os corpos, prisioneiros de uma imponderabilidade humana, apenas conseguem dialogar através da música, através de corpos e proximidades que hesitam. Atravessados por histórias passadas ou ainda por viver. Vibram como os seus duplos aéreos. Sem saber quem é espelho ou reflexo.
Observam-se, os quatro, como quem contempla um ideal — atónitos e nostálgicos de uma liberdade, de uma poesia viva, perdida ou reencontrada. A outra face de uma mesma errância.