No âmbito do FIMP 2026
Erma, feminino de ermo. Neste espetáculo, Erma assume a forma de uma menina-marioneta que habita um lugar entre passado, presente e futuro. Perdida em situações que não reconhece e de que não se lembra, deambula entre memórias e o confronto com objetos, os seus únicos amigos. Desenha-se uma viagem através de um poema visual que reflete sobre a solidão em tempos de guerra. Sob um fio condutor simples, a voz interior da personagem introduz micronarrativas, enquanto o percurso por um mapa, marcado por pequenos encontros consigo própria e com outras personagens, lhe vai despertando a memória. Com uma estética singular, o espetáculo cruza artes visuais e reciclagem de materiais, explorando diferentes técnicas e escalas de manipulação e a sua relação com o corpo. — Catarina Falcão