Exposição de seis artistas da Ucrânia, Brasil, Lituânia e Roménia
Atravessar uma fronteira é um gesto carregado de motivações, um movimento que expõe a complexa dinâmica em que, enquanto o capital circula sem barreiras, corpos humanos renegociam continuamente a sua passagem e o seu direito ao espaço. Fruto de uma colaboração entre o Espaço Parede e o Lab_Boa, a exposição Terra Estrangeira / Cartografias do Olhar, com curadoria de Ale Griot, reúne vislumbres e poéticas visuais de artistas oriundos da Ucrânia, Brasil, Lituânia e Romênia.
Ao afastar-se de estereótipos ou visões romantizadas, a mostra investiga o deslocamento enquanto processo de desorganização e transformação do sujeito ao entrar em contato com um novo território. Inspirada na perspectiva de Ursula K. Le Guin, que compreende a fronteira não como uma simples linha no mapa, mas como uma soleira de transição e atrito, a exposição aborda a condição do estrangeiro como um estado contínuo de tradução, adaptação e reconstrução identitária. Entre o mar, a luz, a cor e a matéria, as obras traçam novas cartografias pessoais e coletivas, celebrando a utopia do recomeço como uma afirmação corajosa do direito de preservar a própria história e reinventar o modo de habitar o mundo.
Atravessar uma fronteira é um gesto carregado de motivações, um movimento que expõe a complexa dinâmica em que, enquanto o capital circula sem barreiras, corpos humanos renegociam continuamente a sua passagem e o seu direito ao espaço. Fruto de uma colaboração entre o Espaço Parede e o Lab_Boa, a exposição Terra Estrangeira / Cartografias do Olhar, com curadoria de Ale Griot, reúne vislumbres e poéticas visuais de artistas oriundos da Ucrânia, Brasil, Lituânia e Romênia.
Ao afastar-se de estereótipos ou visões romantizadas, a mostra investiga o deslocamento enquanto processo de desorganização e transformação do sujeito ao entrar em contato com um novo território. Inspirada na perspectiva de Ursula K. Le Guin, que compreende a fronteira não como uma simples linha no mapa, mas como uma soleira de transição e atrito, a exposição aborda a condição do estrangeiro como um estado contínuo de tradução, adaptação e reconstrução identitária. Entre o mar, a luz, a cor e a matéria, as obras traçam novas cartografias pessoais e coletivas, celebrando a utopia do recomeço como uma afirmação corajosa do direito de preservar a própria história e reinventar o modo de habitar o mundo.