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Polígrafo Inauguracao
©Benoît Bodhuin
Polígrafo, de Benoît Bodhuin
Curadoria de Macedo Cannatà
Polígrafo Inauguracao
©Benoît Bodhuin
O trabalho de Benoît Bodhuin move-se num espaço fértil entre o rigor e o jogo, onde a tipografia deixa de funcionar apenas como um sistema de leitura. Com um percurso que cruza matemática e design, a sua prática revela uma atenção particular a protocolos e estruturas – não como limitações, mas como dispositivos geradores de liberdade. A sua abordagem, simultaneamente metódica e lúdica, traduz-se num vocabulário visual que questiona noções de legibilidade, tradição e norma, aproximando-se de uma ideia de “palavras em liberdade”.

O convite para intervir no espaço do Sismógrafo abre a possibilidade de expandir esta investigação para uma escala espacial e imersiva – uma instalação verbal concebida como um gigantesco espécime tipográfico. A relação prévia com a identidade do Sismógrafo, nomeadamente através da utilização da fonte Ballpill, da sua autoria, e o seu recente trabalho de desconstrução da mais clássica e legível das fontes francesas – a Garamond –, estabelecem um ponto de partida particularmente fértil: entre a herança e a reinvenção, entre a legibilidade clássica e a fragmentação contemporânea. A exposição propõe não apenas apresentar tipografia, mas ativá-la no espaço, colocando as pessoas visitantes dentro de um sistema em transformação, onde as palavras deixam de ser fixas e operaram antes como matéria viva, aberta à experimentação e à deriva – um manifesto em construção.
28
Nov
2026-11-28T17:00:00Z
2026-11-28T19:00:00Z
Sismógrafo

17h00–20h00

Gratuito

R. do Heroísmo, 318

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Polígrafo Inauguracao
Gratuito
Exposição
O trabalho de Benoît Bodhuin move-se num espaço fértil entre o rigor e o jogo, onde a tipografia deixa de funcionar apenas como um sistema de leitura. Com um percurso que cruza matemática e design, a sua prática revela uma atenção particular a protocolos e estruturas – não como limitações, mas como dispositivos geradores de liberdade. A sua abordagem, simultaneamente metódica e lúdica, traduz-se num vocabulário visual que questiona noções de legibilidade, tradição e norma, aproximando-se de uma ideia de “palavras em liberdade”.

O convite para intervir no espaço do Sismógrafo abre a possibilidade de expandir esta investigação para uma escala espacial e imersiva – uma instalação verbal concebida como um gigantesco espécime tipográfico. A relação prévia com a identidade do Sismógrafo, nomeadamente através da utilização da fonte Ballpill, da sua autoria, e o seu recente trabalho de desconstrução da mais clássica e legível das fontes francesas – a Garamond –, estabelecem um ponto de partida particularmente fértil: entre a herança e a reinvenção, entre a legibilidade clássica e a fragmentação contemporânea. A exposição propõe não apenas apresentar tipografia, mas ativá-la no espaço, colocando as pessoas visitantes dentro de um sistema em transformação, onde as palavras deixam de ser fixas e operaram antes como matéria viva, aberta à experimentação e à deriva – um manifesto em construção.

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