E se uma paisagem pudesse contar a sua própria história? É a partir desta pergunta que Bianca Dacosta, artista nascida em Niterói, no Rio de Janeiro, convida o público a um encontro em torno da pesquisa e do processo criativo da residência artística que realizou na Casa da Música, em parceria com O Instituto.
Integrada na programação do festival Floresta Amazónica – Girando Mundos, em novembro, esta conversa abre as portas do ateliê e partilha o que costuma ficar escondido: as dúvidas, os desvios, as descobertas e os gestos que dão forma a uma obra. Entre o filme, a fotografia, a instalação e a escultura, o trabalho de Bianca move-se com a mesma liberdade com que a memória atravessa os territórios.
Com elementos naturais, científicos e simbólicos como matéria-prima, a artista junta imagens de uma natureza ameaçada na era do Antropoceno, representações fantasiosas das terras colonizadas e formas orgânicas. Desses encontros nascem espaços de projeção e de imaginação, onde é possível questionar formas de dominação e ensaiar outras maneiras de habitar o mundo e de nos relacionarmos com tudo o que nos rodeia, humano e mais-que-humano.
Uma oportunidade para ouvir, perguntar e imaginar, em conjunto, outros mundos possíveis.