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O Arquivo da Resistência 2074 é um projeto de narrativas epistolares que usa a ficção especulativa como ferramenta de consciencialização democrática. Através de cartas escritas a partir de um futuro distópico — cinquenta anos após a vitória do fascismo em Portugal — o projeto cria um espaço de reflexão urgente sobre o presente.
Cada carta é um testemunho fictício de alguém que vive numa distopia fascista em 2074, dirigido a um familiar ou pessoa próxima que viveu em 2025 — o nosso presente. São mensagens íntimas, profundamente humanas: uma neta à avó, um filho à mãe, um neto ao avô, um amante ao seu amor. Estas vozes do futuro não fazem campanha política direta. Não dizem "vota em X" ou "não votes em Y". Em vez disso, testemunham. Contam como é viver num país onde o fascismo venceu.
O projeto funciona como um exercício de imaginação ética: se as escolhas de hoje tiverem as piores consequências possíveis, como será o amanhã? Que mundo deixaremos a quem vem depois de nós? Ao criar narrativas afetivas e pessoais, o Arquivo pretende quebrar a anestesia democrática — o hábito de achar que "nunca poderia acontecer aqui" —, humanizar o abstrato, transformando conceitos como "deriva autoritária" em perdas concretas e palpáveis, convocar através da empatia e não através do medo punitivo, mas da responsabilidade geracional e criar memória do futuro, um arquivo fictício que serve de aviso real.
Cada carta nasce de temas reais do presente: xenofobia, revisionismo histórico, normalização do discurso de ódio, erosão das instituições democráticas, manipulação da verdade e perseguição de minorias. Mas em vez de os debater frontalmente, o projeto mostra as suas consequências humanas no futuro. As cartas evitam nomear partidos ou figuras políticas específicas, fazer propaganda direta ou criar caricaturas simplistas de vilões. Em vez disso, procuram uma linguagem emocional e verdadeira, detalhes quotidianos que tornam a distopia real — o restaurante que já não existe, a palavra proibida, o silêncio pesado —, o registo íntimo e familiar que desarma as defesas intelectuais, e a urgência de quem sabe que ainda é tempo de escolher.
Cada carta inclui um remetente, uma voz do futuro sem nome próprio, mas com uma relação familiar clara, um destinatário em 2025 sempre tratado de forma genérica, um contexto distópico específico nascido de um tema do presente, um tom melancólico, urgente e afetuoso, mas nunca panfletário, e um apelo implícito à responsabilidade de quem ainda pode escolher. O Arquivo da Resistência 2074 não é sobre prever o futuro. É sobre inventá-lo através das escolhas do presente. É um convite a imaginar o pior para que possamos construir o melhor. É uma forma de dizer: ainda é tempo, mas não será para sempre. Porque a melhor forma de honrar o futuro é garantir que estas cartas nunca precisem de ser escritas.
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O Arquivo da Resistência 2074 é um projeto de narrativas epistolares que usa a ficção especulativa como ferramenta de consciencialização democrática. Através de cartas escritas a partir de um futuro distópico — cinquenta anos após a vitória do fascismo em Portugal — o projeto cria um espaço de reflexão urgente sobre o presente.
Cada carta é um testemunho fictício de alguém que vive numa distopia fascista em 2074, dirigido a um familiar ou pessoa próxima que viveu em 2025 — o nosso presente. São mensagens íntimas, profundamente humanas: uma neta à avó, um filho à mãe, um neto ao avô, um amante ao seu amor. Estas vozes do futuro não fazem campanha política direta. Não dizem "vota em X" ou "não votes em Y". Em vez disso, testemunham. Contam como é viver num país onde o fascismo venceu.
O projeto funciona como um exercício de imaginação ética: se as escolhas de hoje tiverem as piores consequências possíveis, como será o amanhã? Que mundo deixaremos a quem vem depois de nós? Ao criar narrativas afetivas e pessoais, o Arquivo pretende quebrar a anestesia democrática — o hábito de achar que "nunca poderia acontecer aqui" —, humanizar o abstrato, transformando conceitos como "deriva autoritária" em perdas concretas e palpáveis, convocar através da empatia e não através do medo punitivo, mas da responsabilidade geracional e criar memória do futuro, um arquivo fictício que serve de aviso real.
Cada carta nasce de temas reais do presente: xenofobia, revisionismo histórico, normalização do discurso de ódio, erosão das instituições democráticas, manipulação da verdade e perseguição de minorias. Mas em vez de os debater frontalmente, o projeto mostra as suas consequências humanas no futuro. As cartas evitam nomear partidos ou figuras políticas específicas, fazer propaganda direta ou criar caricaturas simplistas de vilões. Em vez disso, procuram uma linguagem emocional e verdadeira, detalhes quotidianos que tornam a distopia real — o restaurante que já não existe, a palavra proibida, o silêncio pesado —, o registo íntimo e familiar que desarma as defesas intelectuais, e a urgência de quem sabe que ainda é tempo de escolher.
Cada carta inclui um remetente, uma voz do futuro sem nome próprio, mas com uma relação familiar clara, um destinatário em 2025 sempre tratado de forma genérica, um contexto distópico específico nascido de um tema do presente, um tom melancólico, urgente e afetuoso, mas nunca panfletário, e um apelo implícito à responsabilidade de quem ainda pode escolher. O Arquivo da Resistência 2074 não é sobre prever o futuro. É sobre inventá-lo através das escolhas do presente. É um convite a imaginar o pior para que possamos construir o melhor. É uma forma de dizer: ainda é tempo, mas não será para sempre. Porque a melhor forma de honrar o futuro é garantir que estas cartas nunca precisem de ser escritas.
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