A peça foi originalmente desenhada para o espetáculo “Próspero”, com encenação de Pedro Galiza, e foi criada para emergir das areias e suportar o próprio Jorge Pinto em cena. Agora, fora do palco, ganha uma nova leitura enquanto objeto artístico, escultura narrativa e vestígio material de uma ficção teatral.
O interesse da exposição está precisamente neste cruzamento entre teatro, artes visuais, memória cénica e literatura: uma cadeira nascida em palco que chega à galeria como obra autónoma, carregando consigo uma narrativa poética em torno de Próspero, da ilha, da ausência e da procura pelo seu criador.