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Em Viena, no início do século XIX, o compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828) organizava reuniões informais e intimistas entre amigos e patronos, onde a sua música de câmara, a poesia e a dança se misturavam num ambiente de convívio. Eram as famosas Schubertiades. Neste Natal, Pedro Burmester e os seus convidados oferecem-nos um concerto com um espírito similar, celebrando um compositor fulcral na charneira entre classicismo e romantismo, a quem Harold Schonberg, prestigiado crítico americano, chamou “o primeiro poeta lírico da música”. O programa traça um arco pela sua extensa produção musical, da Sonata para Piano (1818), peça de juventude, ao Trio para Piano n.º 2 (1827) e ao Allegro Lebensstürme (Tormentos da Vida), obras finais, esta última escrita no ano da sua morte prematura. A Sonata e o Allegro são peças para piano a 4 mãos, pouco conhecidas e tocadas, embora fossem presença frequente nas Shubertiades. Então, como agora, no Teatro São João, não são apenas a obra, o estilo imaginativo e melódico de Schubert o que se comemora, mas sobretudo a ideia da música como partilha e celebração.
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Em Viena, no início do século XIX, o compositor austríaco Franz Schubert (1797-1828) organizava reuniões informais e intimistas entre amigos e patronos, onde a sua música de câmara, a poesia e a dança se misturavam num ambiente de convívio. Eram as famosas Schubertiades. Neste Natal, Pedro Burmester e os seus convidados oferecem-nos um concerto com um espírito similar, celebrando um compositor fulcral na charneira entre classicismo e romantismo, a quem Harold Schonberg, prestigiado crítico americano, chamou “o primeiro poeta lírico da música”. O programa traça um arco pela sua extensa produção musical, da Sonata para Piano (1818), peça de juventude, ao Trio para Piano n.º 2 (1827) e ao Allegro Lebensstürme (Tormentos da Vida), obras finais, esta última escrita no ano da sua morte prematura. A Sonata e o Allegro são peças para piano a 4 mãos, pouco conhecidas e tocadas, embora fossem presença frequente nas Shubertiades. Então, como agora, no Teatro São João, não são apenas a obra, o estilo imaginativo e melódico de Schubert o que se comemora, mas sobretudo a ideia da música como partilha e celebração.
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