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No teatro de Gil Vicente, há pastores que falam como poetas castelhanos, lavradores que usam um português rico em formas arcaicas, mulheres do povo que recorrem às duas línguas, criando um idioma original. E há ainda personagens que se exprimem em latim, e outras que usam termos curiosos vindos do italiano e do francês. Na barca vicentina, cabem todas as palavras que o dramaturgo empregou para criar uma das melhores e mais arrojadas obras teatrais da sua época. No contexto do espetáculo Auto da Barca do Inferno, Marco Neves, professor, autor e especialista em temas linguísticos, conduz-nos pela história de dez palavras "infernais" usadas na peça, quer dizer, palavras viciosas, concupiscentes, condenadas ou desesperadas. De onde vêm? O que significam? Que infernos ou purgatórios tiveram de percorrer até alcançarem o paraíso no texto de Mestre Gil? “Ora, pois, entrai. Veremos que diz i nesse papel…”
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No teatro de Gil Vicente, há pastores que falam como poetas castelhanos, lavradores que usam um português rico em formas arcaicas, mulheres do povo que recorrem às duas línguas, criando um idioma original. E há ainda personagens que se exprimem em latim, e outras que usam termos curiosos vindos do italiano e do francês. Na barca vicentina, cabem todas as palavras que o dramaturgo empregou para criar uma das melhores e mais arrojadas obras teatrais da sua época. No contexto do espetáculo Auto da Barca do Inferno, Marco Neves, professor, autor e especialista em temas linguísticos, conduz-nos pela história de dez palavras "infernais" usadas na peça, quer dizer, palavras viciosas, concupiscentes, condenadas ou desesperadas. De onde vêm? O que significam? Que infernos ou purgatórios tiveram de percorrer até alcançarem o paraíso no texto de Mestre Gil? “Ora, pois, entrai. Veremos que diz i nesse papel…”
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