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Os solistas da Orquestra XXI celebram o centenário do nascimento do compositor norte-americano Morton Feldman (1926-87), expoente da música clássica do século XX. Influenciado pela escrita de Beckett (a quem dedicou um par de peças e a sua única ópera, com um libreto-poema do dramaturgo irlandês), Feldman foi um dos pioneiros da indeterminação na música (com John Cage, de quem foi amigo). Criou obras ao arrepio da convenção, onde experimentou com a notação não-tradicional, a improvisação ou o timbre. Exemplo supremo é Crippled Symmetry (1983), peça seminal do seu legado. De natureza meditativa, foi inspirada pela tapeçaria persa, e nela se exploram pequenos padrões que vão sendo repetidos e desenvolvidos de forma não sincronizada. Exigente, intensa e mágica, é um tour de force para qualquer trio, neste caso, para os solistas da Orquestra XXI, iniciativa cultural inovadora que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro. Dirigida desde a sua criação, em 2013, pelo maestro Dinis Sousa, é reconhecida como uma das comunidades culturais mais inspiradoras de Portugal, com apresentações aclamadas pelo público nacional e crítica especializada. Nos próximos dois anos, será a orquestra residente do Mosteiro de São Bento da Vitória.
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Os solistas da Orquestra XXI celebram o centenário do nascimento do compositor norte-americano Morton Feldman (1926-87), expoente da música clássica do século XX. Influenciado pela escrita de Beckett (a quem dedicou um par de peças e a sua única ópera, com um libreto-poema do dramaturgo irlandês), Feldman foi um dos pioneiros da indeterminação na música (com John Cage, de quem foi amigo). Criou obras ao arrepio da convenção, onde experimentou com a notação não-tradicional, a improvisação ou o timbre. Exemplo supremo é Crippled Symmetry (1983), peça seminal do seu legado. De natureza meditativa, foi inspirada pela tapeçaria persa, e nela se exploram pequenos padrões que vão sendo repetidos e desenvolvidos de forma não sincronizada. Exigente, intensa e mágica, é um tour de force para qualquer trio, neste caso, para os solistas da Orquestra XXI, iniciativa cultural inovadora que reúne músicos portugueses residentes no estrangeiro. Dirigida desde a sua criação, em 2013, pelo maestro Dinis Sousa, é reconhecida como uma das comunidades culturais mais inspiradoras de Portugal, com apresentações aclamadas pelo público nacional e crítica especializada. Nos próximos dois anos, será a orquestra residente do Mosteiro de São Bento da Vitória.
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