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A oportunidade para o Porto de assumir a Capital Europeia da Cultura em 2001 foi, à semelhança da Expo ’98 em Lisboa, pensada em termos de futuro, de investir em frentes que garantissem a continuidade e a valorização do investimento para além do ano em que o evento decorria.
E foi pensada, de forma original, estendendo o arco da cultura ao desenho da cidade e à renovação urbana. Renovação de que a Baixa do Porto tanto necessitava, e cuja prioridade dada ao espaço público criava também o espaço para o exercício da cidadania e de múltiplas formas de habitar a cidade.
Sob uma estratégia comum, guiada pelos estudos de mobilidade que se propunham para a cidade, perspetivando já a introdução do Metro do Porto, e um novo papel secundário para o automóvel, influenciada pelas experiências de espaço público europeias, e pensando a relação entre os equipamentos culturais e as praças que os servem, surgiram novos espaços públicos contemporâneos em continuidade com a cidade histórica.
A valorização de uma prática disciplinar local, reconhecida internacionalmente, permitiu à arquitetura colocar-se ao serviço da cidade e da comunidade, em ligação com o melhor do passado, e projetando-se no tempo.
O embalo das ideias e dos meios que a Porto 2001 alcançou, permitiu estender a renovação urbana da cidade a outras frentes, procurando resolver feridas abertas, valorizar áreas marginalizadas e criar benefícios para a população. Assim foi com a Avenida da Ponte, com os Caminhos do Romântico, com a Casa da Música e com o Passeio Atlântico.
A cidade e a Baixa do Porto em particular ganharam, entretanto, uma dinâmica notável, mas colocam-se novos desafios: como se pode travar o impacto predador do turismo de massas que ameaça o património e a identidade da Baixa do Porto, salvaguardando a sua zona classificada, ao mesmo tempo que se aceleram as soluções urgentes para a mobilidade alternativa e o combate às alterações climáticas que continuam a tardar em concretizar-se?
PROGRAMA
SESSÃO #1
QUI 17 SET, 18H | ANTIGA CASA DA CÂMARA
REGRESSO AO FUTURO DA BAIXA (ESPAÇOS CULTURAIS, ESPAÇO PÚBLICO, HABITAR)
Com Manuel Correia Fernandes, Julieta Quintas de Oliveira, Nuno Valentim e Jorge Sobrado
Moderação: Luís Tavares Pereira
SESSÃO #2
QUI 15 OUT, 18H | Local a anunciar
REGRESSO AO FUTURO DA BAIXA (AV. DA PONTE, CAMINHOS DO ROMÂNTICO, CASA DA MÚSICA, PASSEIO MARÍTIMO)
Com Nuno Cardoso, Teresa Novais, Teresa Cálix e Susana Bettencourt
Moderação: Nuno Grande
Programação: Luís Tavares Pereira
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A oportunidade para o Porto de assumir a Capital Europeia da Cultura em 2001 foi, à semelhança da Expo ’98 em Lisboa, pensada em termos de futuro, de investir em frentes que garantissem a continuidade e a valorização do investimento para além do ano em que o evento decorria.
E foi pensada, de forma original, estendendo o arco da cultura ao desenho da cidade e à renovação urbana. Renovação de que a Baixa do Porto tanto necessitava, e cuja prioridade dada ao espaço público criava também o espaço para o exercício da cidadania e de múltiplas formas de habitar a cidade.
Sob uma estratégia comum, guiada pelos estudos de mobilidade que se propunham para a cidade, perspetivando já a introdução do Metro do Porto, e um novo papel secundário para o automóvel, influenciada pelas experiências de espaço público europeias, e pensando a relação entre os equipamentos culturais e as praças que os servem, surgiram novos espaços públicos contemporâneos em continuidade com a cidade histórica.
A valorização de uma prática disciplinar local, reconhecida internacionalmente, permitiu à arquitetura colocar-se ao serviço da cidade e da comunidade, em ligação com o melhor do passado, e projetando-se no tempo.
O embalo das ideias e dos meios que a Porto 2001 alcançou, permitiu estender a renovação urbana da cidade a outras frentes, procurando resolver feridas abertas, valorizar áreas marginalizadas e criar benefícios para a população. Assim foi com a Avenida da Ponte, com os Caminhos do Romântico, com a Casa da Música e com o Passeio Atlântico.
A cidade e a Baixa do Porto em particular ganharam, entretanto, uma dinâmica notável, mas colocam-se novos desafios: como se pode travar o impacto predador do turismo de massas que ameaça o património e a identidade da Baixa do Porto, salvaguardando a sua zona classificada, ao mesmo tempo que se aceleram as soluções urgentes para a mobilidade alternativa e o combate às alterações climáticas que continuam a tardar em concretizar-se?
PROGRAMA
SESSÃO #1
QUI 17 SET, 18H | ANTIGA CASA DA CÂMARA
REGRESSO AO FUTURO DA BAIXA (ESPAÇOS CULTURAIS, ESPAÇO PÚBLICO, HABITAR)
Com Manuel Correia Fernandes, Julieta Quintas de Oliveira, Nuno Valentim e Jorge Sobrado
Moderação: Luís Tavares Pereira
SESSÃO #2
QUI 15 OUT, 18H | Local a anunciar
REGRESSO AO FUTURO DA BAIXA (AV. DA PONTE, CAMINHOS DO ROMÂNTICO, CASA DA MÚSICA, PASSEIO MARÍTIMO)
Com Nuno Cardoso, Teresa Novais, Teresa Cálix e Susana Bettencourt
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