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Quintas Aumentadas #5
16 Abril | 18h | Entrada livre
Jantar comunitário
------
António Augusto Aguiar | contrabaixo
André Alves | voz performativa
Bruno Pereira | voz ficcionada
Constança Amador | risco e sarrabisco poético
Mário Azevedo | palavra suicida
*
A Escuta do Mundo
Imaginemos que o mundo, por um instante, não nos é oferecido como imagem. Imaginemos que o mundo entra em nós, sobretudo, pelo toque e pelo estremecimento. Diríamos assim que há, então, um momento, bem anterior à imagem e à linguagem, mas também posterior a ambas, em que o mundo nos é exposto enquanto vibração. Isto significa que, antes de o vermos, bem antes de o nomearmos, mesmo antes até de o reconhecermos como exterior a nós, o mundo faz-se ouvir, não exatamente no sentido estrito de um som organizado, mas enquanto campo de ressonâncias, de
pulsações e de intensidades. Escutar o mundo é, nesse sentido, um gesto que nos desloca do regime da representação para o da implicação, do abalo e da comoção. Não se trata sequer de captarmos algo que está “lá fora”, mas de entrarmos num circuito onde o dentro e o fora se tornam indecidíveis. Foi sempre este o desafio ontológico da escuta ao darmos conta que vivemos num entre.
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Quintas Aumentadas #5
16 Abril | 18h | Entrada livre
Jantar comunitário
------
António Augusto Aguiar | contrabaixo
André Alves | voz performativa
Bruno Pereira | voz ficcionada
Constança Amador | risco e sarrabisco poético
Mário Azevedo | palavra suicida
*
A Escuta do Mundo
Imaginemos que o mundo, por um instante, não nos é oferecido como imagem. Imaginemos que o mundo entra em nós, sobretudo, pelo toque e pelo estremecimento. Diríamos assim que há, então, um momento, bem anterior à imagem e à linguagem, mas também posterior a ambas, em que o mundo nos é exposto enquanto vibração. Isto significa que, antes de o vermos, bem antes de o nomearmos, mesmo antes até de o reconhecermos como exterior a nós, o mundo faz-se ouvir, não exatamente no sentido estrito de um som organizado, mas enquanto campo de ressonâncias, de
pulsações e de intensidades. Escutar o mundo é, nesse sentido, um gesto que nos desloca do regime da representação para o da implicação, do abalo e da comoção. Não se trata sequer de captarmos algo que está “lá fora”, mas de entrarmos num circuito onde o dentro e o fora se tornam indecidíveis. Foi sempre este o desafio ontológico da escuta ao darmos conta que vivemos num entre.
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