Jardins Imaginados: Pintura de Flores, Botânica e Conhecimento
Conversa Cruzada
A pintura de flores constituiu um campo privilegiado da natureza morta na Europa, sobretudo nos Países Baixos e na Flandres, alargando-se em seguida a muitos outros países. Embora considerada menor na hierarquia dos géneros de pintura, foi amplamente apreciada por colecionadores, alimentando um mercado dinâmico que valorizava não só a dimensão simbólica e alegórica, mas também a precisão do registo botânico e a sofisticação compositiva, aliadas ao incontornável potencial decorativo.
No século XIX, este interesse pela representação rigorosa das espécies vegetais acompanhou o crescente fascínio pela botânica, impulsionado pelo desenvolvimento científico, pela criação de jardins botânicos e pela circulação de plantas provenientes de diferentes geografias. No Porto, em particular, a botânica assumiu um papel relevante, refletindo-se tanto na valorização do conhecimento naturalista como na introdução, cultivo e estudo de novas espécies, num contexto marcado pela abertura da cidade ao exterior e pela estreita relação entre ciência, arte e paisagem.
Esta conversa com Ana Paula Machado (MNSR) e Ana Catarina Antunes (Arquiteta Paisagista) propõe uma abordagem interdisciplinar, cruzando história e arte para revelar como a Natureza foi percebida e representada nesta época.
A pintura de flores constituiu um campo privilegiado da natureza morta na Europa, sobretudo nos Países Baixos e na Flandres, alargando-se em seguida a muitos outros países. Embora considerada menor na hierarquia dos géneros de pintura, foi amplamente apreciada por colecionadores, alimentando um mercado dinâmico que valorizava não só a dimensão simbólica e alegórica, mas também a precisão do registo botânico e a sofisticação compositiva, aliadas ao incontornável potencial decorativo.
No século XIX, este interesse pela representação rigorosa das espécies vegetais acompanhou o crescente fascínio pela botânica, impulsionado pelo desenvolvimento científico, pela criação de jardins botânicos e pela circulação de plantas provenientes de diferentes geografias. No Porto, em particular, a botânica assumiu um papel relevante, refletindo-se tanto na valorização do conhecimento naturalista como na introdução, cultivo e estudo de novas espécies, num contexto marcado pela abertura da cidade ao exterior e pela estreita relação entre ciência, arte e paisagem.
Esta conversa com Ana Paula Machado (MNSR) e Ana Catarina Antunes (Arquiteta Paisagista) propõe uma abordagem interdisciplinar, cruzando história e arte para revelar como a Natureza foi percebida e representada nesta época.