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Um concerto-performance construído pela Digitópia com base na lógica dos videojogos. Em palco, músicos, instrumentos, computadores e imagem atravessam sucessivos níveis em que tocar também significa jogar: há regras a descobrir, obstáculos, tentativas falhadas, mudanças de estado e momentos em que é preciso perceber o que o próprio sistema está a pedir. O concerto parte de referências reconhecíveis da cultura dos videojogos – dos primeiros sons eletrónicos e jogos de regras muito simples a um videojogo português contemporâneo – mas usa-as sobretudo como matéria para criar uma dramaturgia própria. Pong transforma-se numa peça musical, um labirinto insiste em derrotar os jogadores e uma batalha final coloca os músicos perante uma entidade audiovisual que reage em tempo real à intensidade e às decisões da performance.
A música nasce assim tanto da composição quanto das regras do jogo, do erro, da repetição e da tentativa de avançar. E, como tantas vezes acontece quando jogamos, perder não significa necessariamente chegar ao fim: por vezes, é preciso perder para poder continuar.
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Um concerto-performance construído pela Digitópia com base na lógica dos videojogos. Em palco, músicos, instrumentos, computadores e imagem atravessam sucessivos níveis em que tocar também significa jogar: há regras a descobrir, obstáculos, tentativas falhadas, mudanças de estado e momentos em que é preciso perceber o que o próprio sistema está a pedir. O concerto parte de referências reconhecíveis da cultura dos videojogos – dos primeiros sons eletrónicos e jogos de regras muito simples a um videojogo português contemporâneo – mas usa-as sobretudo como matéria para criar uma dramaturgia própria. Pong transforma-se numa peça musical, um labirinto insiste em derrotar os jogadores e uma batalha final coloca os músicos perante uma entidade audiovisual que reage em tempo real à intensidade e às decisões da performance.
A música nasce assim tanto da composição quanto das regras do jogo, do erro, da repetição e da tentativa de avançar. E, como tantas vezes acontece quando jogamos, perder não significa necessariamente chegar ao fim: por vezes, é preciso perder para poder continuar.
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