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FLUP Seminario Infra-ordinário
Infra-ordinário: processos de registo, repetição e exaustão do endótico
Seminário de investigação e workshop
FLUP Seminario Infra-ordinário

SEMINÁRIO DE INVESTIGAÇÃO + WORKSHOP

INFRA-ORDINÁRIO: PROCESSOS DE REGISTO, REPETIÇÃO E EXAUSTÃO DO ENDÓTICO


1ª Parte: Apresentação por Rossana Mendes Fonseca

Olhar aquilo que não olhamos, ouvir aquilo que não ouvimos, estar atento ao banal, ao ordinário, ao infra-ordinário. Negar o ideal hierárquico do crucial ao anedótico, porque não há anedótico mas culturas dominantes que nos exilam de nós mesmos e dos outros, uma perda de sentido que não é apenas para nós uma sesta da consciência, mas um declínio da existência.
Paul Virilio, “Esthétique de la disparition”, 1980

Em detrimento das grandes narrativas da História e a favor das pequenas narrativas, locais, íntimas, quotidianas, procuraremos pensar o conceito de infra-ordinário na sua dimensão estética e política. Através de alguns exemplos — da fotografia à escrita — propõe-se um gesto de descentramento e des-hierarquização da nossa atenção, de redireccionamento do olhar e de inscrição do invisível.

2ª Parte: Workshop por Bruno Neiva


Georges Perec explorou o conceito de infra-ordinário em muitos dos seus textos, definindo-o em “L'Infra-ordinaire” como “O que acontece todos os dias e se repete todos os dias, o banal, o quotidiano, o óbvio, o comum, o ordinário, o ruído de fundo, o habitual (…). Não mais o exótico, mas o endótico.”
Por sua vez, a exaustão ou esgotamento de processos restritivos – os chamados contraintes – está presente em praticamente toda a produção do OuLiPo. Neste workshop, vamos ver alguns exemplos paradigmáticos do OuLiPo, assim como de autores pós-OuLiPianos. De seguida, será pedido aos participantes que produzam um trabalho de registo ou inventário, independentemente do medium, no qual explorem conceitos como o infra-ordinário, a repetição e a exaustão.

Rossana Mendes Fonseca é artista visual, curadora e investigadora. Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, estudou Fotografia na Spéos Paris International School of Photography e obteve o Mestrado em Estudos Artísticos – Teoria e Crítica de Arte na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu trabalho emerge do diálogo entre imagem e pensamento, desdobrando-se no campo expandido da fotografia como um ensaio inelutável sobre tempo, percepção e memória. Enquanto curadora, dedica-se a manifestações artísticas emergentes e desenvolve o seu trabalho sobretudo na CRU Creative Hub, onde já programou e produziu mais de 40 exposições. Integra o Grupo de Investigação Estética, Política e Conhecimento do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, escreve sobre cultura visual, estética e imagem técnica.

Bruno Neiva é um poeta experimental tradutor e professor.
Autor de: Nods to Aram Saroyan and Robert Grenier, Close Wreading, OPEN YOUR BOOK!, Selected Text-Art 2010-2020, Dissertation, Table of Contents I, Onstage, Hommage à Guy (instalação de arte e livro), The Museum of Boughs (instalação de arte), Binder Clip Series, Threshold Drafts.
Coautor de: bureaucrazy #14 (com César Figueiredo), bureaucrazy #12 (com César Figueiredo), bureaucrazy #10 (com César Figueiredo), Walking Board (com Bárbara Mesquita), Ballroom Etiquette (com Maria Brito), Undertones (com Chris Turnbull), The Secret of Good Posture: A Physical Therapist’s Perspective on Freedom (com Paul Hawkins), Servant Drone (com Paul Hawkins).
Lecionou o curso Laboratório de Práticas Textuais Experimentais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto:
http://laboratoriopraticastextuaisexperimentais.weebly.com
Contribui regularmente para o Arquivo Digital da PO.EX – Poesia Experimental Portuguesa: https://po-ex.net/tag/bruno-neiva
Website: https://brunoneiva.weebly.com/

Organização
RG Aesthetics, Politics and Knowledge (APK) – Eugénia Vilela e Erika Rodrigues
RG Reason, Politics and Society – Paula Oliveira e Silva e João Rebalde
Em colaboração com o Seminário de Mestrado «Estética Antiga e Medieval»
Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - UID/502/2025
Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

20
Feb
2026-02-20T15:00:00Z
2026-02-20T17:00:00Z
FLUP — Faculdade de Letras da U.Porto
15:00

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Via Panorâmica Edgar Cardoso

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Workshop

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1ª Parte: Apresentação por Rossana Mendes Fonseca

Olhar aquilo que não olhamos, ouvir aquilo que não ouvimos, estar atento ao banal, ao ordinário, ao infra-ordinário. Negar o ideal hierárquico do crucial ao anedótico, porque não há anedótico mas culturas dominantes que nos exilam de nós mesmos e dos outros, uma perda de sentido que não é apenas para nós uma sesta da consciência, mas um declínio da existência.
Paul Virilio, “Esthétique de la disparition”, 1980

Em detrimento das grandes narrativas da História e a favor das pequenas narrativas, locais, íntimas, quotidianas, procuraremos pensar o conceito de infra-ordinário na sua dimensão estética e política. Através de alguns exemplos — da fotografia à escrita — propõe-se um gesto de descentramento e des-hierarquização da nossa atenção, de redireccionamento do olhar e de inscrição do invisível.

2ª Parte: Workshop por Bruno Neiva


Georges Perec explorou o conceito de infra-ordinário em muitos dos seus textos, definindo-o em “L'Infra-ordinaire” como “O que acontece todos os dias e se repete todos os dias, o banal, o quotidiano, o óbvio, o comum, o ordinário, o ruído de fundo, o habitual (…). Não mais o exótico, mas o endótico.”
Por sua vez, a exaustão ou esgotamento de processos restritivos – os chamados contraintes – está presente em praticamente toda a produção do OuLiPo. Neste workshop, vamos ver alguns exemplos paradigmáticos do OuLiPo, assim como de autores pós-OuLiPianos. De seguida, será pedido aos participantes que produzam um trabalho de registo ou inventário, independentemente do medium, no qual explorem conceitos como o infra-ordinário, a repetição e a exaustão.

Rossana Mendes Fonseca é artista visual, curadora e investigadora. Doutorada em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, estudou Fotografia na Spéos Paris International School of Photography e obteve o Mestrado em Estudos Artísticos – Teoria e Crítica de Arte na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. O seu trabalho emerge do diálogo entre imagem e pensamento, desdobrando-se no campo expandido da fotografia como um ensaio inelutável sobre tempo, percepção e memória. Enquanto curadora, dedica-se a manifestações artísticas emergentes e desenvolve o seu trabalho sobretudo na CRU Creative Hub, onde já programou e produziu mais de 40 exposições. Integra o Grupo de Investigação Estética, Política e Conhecimento do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, escreve sobre cultura visual, estética e imagem técnica.

Bruno Neiva é um poeta experimental tradutor e professor.
Autor de: Nods to Aram Saroyan and Robert Grenier, Close Wreading, OPEN YOUR BOOK!, Selected Text-Art 2010-2020, Dissertation, Table of Contents I, Onstage, Hommage à Guy (instalação de arte e livro), The Museum of Boughs (instalação de arte), Binder Clip Series, Threshold Drafts.
Coautor de: bureaucrazy #14 (com César Figueiredo), bureaucrazy #12 (com César Figueiredo), bureaucrazy #10 (com César Figueiredo), Walking Board (com Bárbara Mesquita), Ballroom Etiquette (com Maria Brito), Undertones (com Chris Turnbull), The Secret of Good Posture: A Physical Therapist’s Perspective on Freedom (com Paul Hawkins), Servant Drone (com Paul Hawkins).
Lecionou o curso Laboratório de Práticas Textuais Experimentais na Faculdade de Letras da Universidade do Porto:
http://laboratoriopraticastextuaisexperimentais.weebly.com
Contribui regularmente para o Arquivo Digital da PO.EX – Poesia Experimental Portuguesa: https://po-ex.net/tag/bruno-neiva
Website: https://brunoneiva.weebly.com/

Organização
RG Aesthetics, Politics and Knowledge (APK) – Eugénia Vilela e Erika Rodrigues
RG Reason, Politics and Society – Paula Oliveira e Silva e João Rebalde
Em colaboração com o Seminário de Mestrado «Estética Antiga e Medieval»
Instituto de Filosofia da Universidade do Porto - UID/502/2025
Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

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