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Curadoria de Marco Scotini
Display Expositivo de Ângela Ferreira
Assistente Curatorial: Alessia Riva
Com: Ege Berensel, Seba Calfuqueo, Simone Cangelosi, Marcelo Expósito & Nuria Vila, Ali Essafi, Maria Galindo & Mujeres Creando, Ruy Guerra, Sara Jordenö, Sarah Maldoror, Angela Melitopoulos, Carlos Motta, Sana Na N'Hada, Pinar Ogrenci, Daniela Ortiz, Güliz Sağlam, Tita Salina & Irwan Ahmett, Sim Chi Yin, Mohanad Yaqubi
Após exibição na Galeria da Fundação Amélia de Mello, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, a exposição Disobedience Archive (The Agitational Billboard), com curadoria de Marco Scotini e display expositivo de Ângela Ferreira, irá inaugurar no dia 15 de outubro de 2026, às 18h30, na Escola das Artes, no Porto.
Iniciado em 2005 pelo curador e teórico Marco Scotini, Disobedience Archive é um arquivo de vídeo em permanente transformação e sem localização fixa, dedicado às relações entre prática artística e ação política. Reunindo mais de uma centena de filmes documentais e obras de artistas provenientes de diferentes geografias, o arquivo situa-se na intersecção entre arte e ativismo, dando visibilidade a formas de resistência, luta social e auto-organização coletiva.
Concebido como um dispositivo dinâmico, o arquivo é continuamente reorganizado, promovendo leituras não lineares da história e do tempo. Em contraponto aos modelos hierárquicos e lineares de escrita da história, Disobedience Archive propõe uma constelação de narrativas, vozes e experiências que coexistem e se cruzam. Enquanto “máquina de recolha”, coloca acontecimentos, gestos e testemunhos em novas configurações, favorecendo múltiplas interpretações em vez de uma única verdade.
Através de diferentes formatos expositivos e de uma estrutura em constante adaptação, o arquivo responde ao colapso das grandes narrativas dominantes. Tal como uma biblioteca, convida os visitantes a percorrer livremente os seus conteúdos, construindo o seu próprio percurso entre imagens, sons e histórias.
A apresentação de Disobedience Archive na Escola das Artes reúne uma seleção de dezoito obras organizadas em dois núcleos temáticos: Gender Disobedience and Insurgent Communities e Colonialism. Cada apresentação do arquivo é desenvolvida em diálogo com artistas cujas práticas ressoam com a sua investigação contínua sobre resistência e transformação social. Para esta edição, foi convidada a artista sul-africana Ângela Ferreira, cuja obra tem explorado de forma consistente os legados do colonialismo, a circulação de formas políticas e as relações entre arquitetura, memória e movimentos de libertação. A sua intervenção oferece um enquadramento a partir do qual o arquivo pode ser relido sob a perspetiva das solidariedades transnacionais e das histórias de emancipação.
O enquadramento conceptual da exposição inspira-se na forma do agitational billboard — o painel de agitação política. Historicamente utilizado por movimentos políticos como instrumento de comunicação, mobilização e educação coletiva, este dispositivo funcionava como uma superfície pública onde imagens, palavras de ordem e narrativas convergiam para interpelar um público alargado. Reinterpretado no espaço expositivo, o painel transforma-se simultaneamente em estrutura arquitetónica e metáfora política: uma plataforma para a circulação de vozes dissidentes, contra-narrativas e reivindicações coletivas.
Inauguração: 15 out, 18h30
Visitas: seg a sáb, 14h00–19h00
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Curadoria de Marco Scotini
Display Expositivo de Ângela Ferreira
Assistente Curatorial: Alessia Riva
Com: Ege Berensel, Seba Calfuqueo, Simone Cangelosi, Marcelo Expósito & Nuria Vila, Ali Essafi, Maria Galindo & Mujeres Creando, Ruy Guerra, Sara Jordenö, Sarah Maldoror, Angela Melitopoulos, Carlos Motta, Sana Na N'Hada, Pinar Ogrenci, Daniela Ortiz, Güliz Sağlam, Tita Salina & Irwan Ahmett, Sim Chi Yin, Mohanad Yaqubi
Após exibição na Galeria da Fundação Amélia de Mello, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, a exposição Disobedience Archive (The Agitational Billboard), com curadoria de Marco Scotini e display expositivo de Ângela Ferreira, irá inaugurar no dia 15 de outubro de 2026, às 18h30, na Escola das Artes, no Porto.
Iniciado em 2005 pelo curador e teórico Marco Scotini, Disobedience Archive é um arquivo de vídeo em permanente transformação e sem localização fixa, dedicado às relações entre prática artística e ação política. Reunindo mais de uma centena de filmes documentais e obras de artistas provenientes de diferentes geografias, o arquivo situa-se na intersecção entre arte e ativismo, dando visibilidade a formas de resistência, luta social e auto-organização coletiva.
Concebido como um dispositivo dinâmico, o arquivo é continuamente reorganizado, promovendo leituras não lineares da história e do tempo. Em contraponto aos modelos hierárquicos e lineares de escrita da história, Disobedience Archive propõe uma constelação de narrativas, vozes e experiências que coexistem e se cruzam. Enquanto “máquina de recolha”, coloca acontecimentos, gestos e testemunhos em novas configurações, favorecendo múltiplas interpretações em vez de uma única verdade.
Através de diferentes formatos expositivos e de uma estrutura em constante adaptação, o arquivo responde ao colapso das grandes narrativas dominantes. Tal como uma biblioteca, convida os visitantes a percorrer livremente os seus conteúdos, construindo o seu próprio percurso entre imagens, sons e histórias.
A apresentação de Disobedience Archive na Escola das Artes reúne uma seleção de dezoito obras organizadas em dois núcleos temáticos: Gender Disobedience and Insurgent Communities e Colonialism. Cada apresentação do arquivo é desenvolvida em diálogo com artistas cujas práticas ressoam com a sua investigação contínua sobre resistência e transformação social. Para esta edição, foi convidada a artista sul-africana Ângela Ferreira, cuja obra tem explorado de forma consistente os legados do colonialismo, a circulação de formas políticas e as relações entre arquitetura, memória e movimentos de libertação. A sua intervenção oferece um enquadramento a partir do qual o arquivo pode ser relido sob a perspetiva das solidariedades transnacionais e das histórias de emancipação.
O enquadramento conceptual da exposição inspira-se na forma do agitational billboard — o painel de agitação política. Historicamente utilizado por movimentos políticos como instrumento de comunicação, mobilização e educação coletiva, este dispositivo funcionava como uma superfície pública onde imagens, palavras de ordem e narrativas convergiam para interpelar um público alargado. Reinterpretado no espaço expositivo, o painel transforma-se simultaneamente em estrutura arquitetónica e metáfora política: uma plataforma para a circulação de vozes dissidentes, contra-narrativas e reivindicações coletivas.
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