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A musealização dos bens culturais religiosos constitui um campo privilegiado de reflexão sobre a transformação do sentido dos objetos quando estes deixam de cumprir a função para a qual foram criados e passam a ser preservados, expostos e interpretados. Por isso, é relevante analisar esse processo de deslocação e reconfiguração, evidenciando como os objetos religiosos, profundamente enraizados em práticas, gestos e crenças, adquirem novos modos de existência no contexto museológico.
Em diferentes tradições religiosas, os objetos desempenham funções convergentes: tornam sensível o que não é visível, estruturam a relação entre o humano e o transcendente e convocam o indivíduo para uma experiência simbólica. A sua deslocação para o museu implica uma mudança de regime: perdem, em regra, a função ritual, mas adquirem novas camadas de leitura histórica, artística e antropológica.
O museu, enquanto dispositivo que reconfigura o sentido, trabalha a complexidade semântica dos objetos. Mesmo fora do seu contexto original, os objetos religiosos mantêm a capacidade de significar, tornando visível a persistência da relação entre matéria, memória e transcendência. Ao museu, cumpre a sua descodificação, interpretação e mediação de forma ética e inclusiva.
Esta conferência assinala o encerramento do ciclo "Da Arte e da Poética dos Objetos".
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A musealização dos bens culturais religiosos constitui um campo privilegiado de reflexão sobre a transformação do sentido dos objetos quando estes deixam de cumprir a função para a qual foram criados e passam a ser preservados, expostos e interpretados. Por isso, é relevante analisar esse processo de deslocação e reconfiguração, evidenciando como os objetos religiosos, profundamente enraizados em práticas, gestos e crenças, adquirem novos modos de existência no contexto museológico.
Em diferentes tradições religiosas, os objetos desempenham funções convergentes: tornam sensível o que não é visível, estruturam a relação entre o humano e o transcendente e convocam o indivíduo para uma experiência simbólica. A sua deslocação para o museu implica uma mudança de regime: perdem, em regra, a função ritual, mas adquirem novas camadas de leitura histórica, artística e antropológica.
O museu, enquanto dispositivo que reconfigura o sentido, trabalha a complexidade semântica dos objetos. Mesmo fora do seu contexto original, os objetos religiosos mantêm a capacidade de significar, tornando visível a persistência da relação entre matéria, memória e transcendência. Ao museu, cumpre a sua descodificação, interpretação e mediação de forma ética e inclusiva.
Esta conferência assinala o encerramento do ciclo "Da Arte e da Poética dos Objetos".
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