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![[Serralves] - EN UNE POIGNÉE DE MAINS AMIES | PORTO DA MINHA INFÂNCIA](https://img.bndlyr.com/nsa343pdfl/_assets/captura-de-ecra-2026-04-06-121819.png?fit=fill&w=1400)
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Vigésima quarta sessão do ciclo de cinema Manoel de Oliveira e o Cinema Português 3, paralelo à terceira parte da exposição com o mesmo nome. A sessão contará com a projeção dos filmes En une poignée de mains amies (1996) de Manoel de Oliveira e Jean Rouch, e Porto da Minha Infância (2001) de Manoel de Oliveira, com apresentação do curador Bernard Despomadères e do cineasta e professor João Mário Grilo.
24 JUN | QUA
EN UNE POIGNÉE DE MAINS AMIES
Manoel de Oliveira e Jean Rouch | FRA, POR | 1996 | 30'
Em Portugal, Manoel de Oliveira leva Jean Rouch a ver a ponte Maria Pia, construída por Gustave Eiffel, que atravessa o rio Douro em pleno centro da cidade do Porto. Rouch conta-lhe que um dos primeiros documentários que viu foi Douro, faina fluvial (primeiro filme de Manoel de Oliveira, 1931) e propõe-lhe, neste mês de maio de 1996, rodar um novo filme sobre este rio. Jean Rouch evoca Dziga Vertov e retoma as suas palavras: O que é importante não é fazer um filme, mas que este dê origem a outros filmes. Nesta ocasião, Manoel de Oliveira escreve um poema cujas estrofes são lidas alternadamente por ele, em português, e por Rouch, em francês. Depois, nas colinas vizinhas que se erguem sobre a ponte e o Douro, evocam os Lusíadas, escrito por Luís de Camões durante as grandes viagens marítimas e as descobertas iniciadas por Henrique, o Navegador, no início do século XV. Por fim, passeando sob o arco da ponte, Jean Rouch e Manoel de Oliveira admiram uma última vez as curvas e a graciosidade da arquitetura da ponte metálica.
PORTO DA MINHA INFÂNCIA
Manoel de Oliveira | POR, FRA | 2001 | 60'
Filme na primeira pessoa, Porto da Minha Infância é um olhar do seu realizador, Manoel de Oliveira, sobre o seu lugar originário, a cidade do Porto, e o tempo que os atravessou e modificou (a ele e à cidade). O acesso a este itinerário pela memória faz-se através dos mais diversos materiais: imagens de arquivo, fotografias, excertos de filmes do próprio realizador e a reencenação de vivências passadas. Exemplo de uma das facetas mais singulares do cinema de Oliveira – a gestão, numa mesma linha de discurso, de múltiplas e intrincadas camadas de tempo – Porto da Minha Infância documenta, através de um ponto de vista subjetivo e nos limites do que vulgarmente se entende como documentário, a persistência da memória face à transitoriedade do real.
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Vigésima quarta sessão do ciclo de cinema Manoel de Oliveira e o Cinema Português 3, paralelo à terceira parte da exposição com o mesmo nome. A sessão contará com a projeção dos filmes En une poignée de mains amies (1996) de Manoel de Oliveira e Jean Rouch, e Porto da Minha Infância (2001) de Manoel de Oliveira, com apresentação do curador Bernard Despomadères e do cineasta e professor João Mário Grilo.
24 JUN | QUA
EN UNE POIGNÉE DE MAINS AMIES
Manoel de Oliveira e Jean Rouch | FRA, POR | 1996 | 30'
Em Portugal, Manoel de Oliveira leva Jean Rouch a ver a ponte Maria Pia, construída por Gustave Eiffel, que atravessa o rio Douro em pleno centro da cidade do Porto. Rouch conta-lhe que um dos primeiros documentários que viu foi Douro, faina fluvial (primeiro filme de Manoel de Oliveira, 1931) e propõe-lhe, neste mês de maio de 1996, rodar um novo filme sobre este rio. Jean Rouch evoca Dziga Vertov e retoma as suas palavras: O que é importante não é fazer um filme, mas que este dê origem a outros filmes. Nesta ocasião, Manoel de Oliveira escreve um poema cujas estrofes são lidas alternadamente por ele, em português, e por Rouch, em francês. Depois, nas colinas vizinhas que se erguem sobre a ponte e o Douro, evocam os Lusíadas, escrito por Luís de Camões durante as grandes viagens marítimas e as descobertas iniciadas por Henrique, o Navegador, no início do século XV. Por fim, passeando sob o arco da ponte, Jean Rouch e Manoel de Oliveira admiram uma última vez as curvas e a graciosidade da arquitetura da ponte metálica.
PORTO DA MINHA INFÂNCIA
Manoel de Oliveira | POR, FRA | 2001 | 60'
Filme na primeira pessoa, Porto da Minha Infância é um olhar do seu realizador, Manoel de Oliveira, sobre o seu lugar originário, a cidade do Porto, e o tempo que os atravessou e modificou (a ele e à cidade). O acesso a este itinerário pela memória faz-se através dos mais diversos materiais: imagens de arquivo, fotografias, excertos de filmes do próprio realizador e a reencenação de vivências passadas. Exemplo de uma das facetas mais singulares do cinema de Oliveira – a gestão, numa mesma linha de discurso, de múltiplas e intrincadas camadas de tempo – Porto da Minha Infância documenta, através de um ponto de vista subjetivo e nos limites do que vulgarmente se entende como documentário, a persistência da memória face à transitoriedade do real.
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