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[Serralves] - CONVERSATIONS FOR TWO
Conversations for two
Homenagem ao compositor Morton Feldman
[Serralves] - CONVERSATIONS FOR TWO

No ano em que se comemora o centenário do compositor Morton Feldman (1926–1987), Conversations for Two constitui-se como programa em sua homenagem. Para o autor nova-iorquino, cujo percurso musical foi amplamente influenciado por artistas como Willem de Kooning (1904.1997), Jackson Pollock (1912-1956), Mark Rothko (1903-1970) e Robert Rauschenberg (1925-2008), seria necessário libertar a música da retórica tradicional de composição, para antes projetar os sons em acordo com a sua disposição plástica.A linguagem musical de Feldman procurou orientar-se para o timbre dos instrumentos, ou seja, em razão das suas próprias irregularidades e interferências, considerando não tanto os sons que fazem parte da música, mas os efeitos que estes possibilitam. A assinatura sonora de Feldman, tipicamente no limiar do audível, permite acentuar as rugosidades que tornam a música mais “direta e física”, numa perspetiva semelhante à pintura. Estas suas orientações criativas viriam a favorecer uma proximidade com o indeterminismo da Escola de Nova Iorque (ca. 1950-1960). Nas palavras de Feldman: “é apenas uma questão de manter a tensão e estaticidade da música. Tudo está congelado, mas ao mesmo tempo vibra”.Os processos de composição, a proximidade com os restantes domínios de expressão artística e a confluência com as ideias de John Cage (1912-1992), viriam a proporcionar uma das colaborações mais relevantes no seu trabalho a partir da segunda metade do século XX. Gravadas entre 1966 e 1967 nos estúdios da WBAI em Nova Iorque, as conversas em tom informal, “Radio Happenings: In Conversation”, compreendem a aceitação dos sons não-intencionais na música, as novas abordagens aos sons e aos silêncios, assim como as preocupações sociais e políticas da época. Esse testemunho, onde também se escutam as contagiantes gargalhadas de Cage e os fósforos que sempre acendiam os cigarros de Feldman, brindam o ouvinte com um registo fluido de ideias e bom humor. Sobre os rádios que arruinavam um dia de praia ao amigo Morty, Cage dizia: “Precisamos, talvez, de ideias, que não se imponham aos transístores da rádio”.Em Conversations for Two, a música de Morton Feldman, hoje tão contemporânea quanto o era no passado, traz a Serralves um breve diálogo em sua memória, em correspondência com as conversas radiofónicas que gravou com John Cage.

16:00, Biblioteca de Serralves
Conversa com António Pinho Vargas e Tomás Quintais


10:00 – 19:00, Foyer do Auditório
Difusão em loop das “Radio Happenings: In Conversation” entre Morton Feldman e John Cage (série de cinco episódios)

15
Mar
2026-03-15T16:00:00Z
2026-03-15T19:00:00Z
Serralves
16:00

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No ano em que se comemora o centenário do compositor Morton Feldman (1926–1987), Conversations for Two constitui-se como programa em sua homenagem. Para o autor nova-iorquino, cujo percurso musical foi amplamente influenciado por artistas como Willem de Kooning (1904.1997), Jackson Pollock (1912-1956), Mark Rothko (1903-1970) e Robert Rauschenberg (1925-2008), seria necessário libertar a música da retórica tradicional de composição, para antes projetar os sons em acordo com a sua disposição plástica.A linguagem musical de Feldman procurou orientar-se para o timbre dos instrumentos, ou seja, em razão das suas próprias irregularidades e interferências, considerando não tanto os sons que fazem parte da música, mas os efeitos que estes possibilitam. A assinatura sonora de Feldman, tipicamente no limiar do audível, permite acentuar as rugosidades que tornam a música mais “direta e física”, numa perspetiva semelhante à pintura. Estas suas orientações criativas viriam a favorecer uma proximidade com o indeterminismo da Escola de Nova Iorque (ca. 1950-1960). Nas palavras de Feldman: “é apenas uma questão de manter a tensão e estaticidade da música. Tudo está congelado, mas ao mesmo tempo vibra”.Os processos de composição, a proximidade com os restantes domínios de expressão artística e a confluência com as ideias de John Cage (1912-1992), viriam a proporcionar uma das colaborações mais relevantes no seu trabalho a partir da segunda metade do século XX. Gravadas entre 1966 e 1967 nos estúdios da WBAI em Nova Iorque, as conversas em tom informal, “Radio Happenings: In Conversation”, compreendem a aceitação dos sons não-intencionais na música, as novas abordagens aos sons e aos silêncios, assim como as preocupações sociais e políticas da época. Esse testemunho, onde também se escutam as contagiantes gargalhadas de Cage e os fósforos que sempre acendiam os cigarros de Feldman, brindam o ouvinte com um registo fluido de ideias e bom humor. Sobre os rádios que arruinavam um dia de praia ao amigo Morty, Cage dizia: “Precisamos, talvez, de ideias, que não se imponham aos transístores da rádio”.Em Conversations for Two, a música de Morton Feldman, hoje tão contemporânea quanto o era no passado, traz a Serralves um breve diálogo em sua memória, em correspondência com as conversas radiofónicas que gravou com John Cage.

16:00, Biblioteca de Serralves
Conversa com António Pinho Vargas e Tomás Quintais


10:00 – 19:00, Foyer do Auditório
Difusão em loop das “Radio Happenings: In Conversation” entre Morton Feldman e John Cage (série de cinco episódios)

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