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No mês do centenário do seu nascimento, apresentamos uma retrospetiva dedicada a Marilyn Monroe, com uma seleção de filmes que marcaram o percurso da atriz e ficaram na história do cinema.
Nascida Norma Jeane Mortenson, em Los Angeles, Monroe teve uma infância instável, longe do glamour que viria a defini-la. Começou como modelo pin-up, mas rapidamente foi absorvida pela engrenagem dos estúdios de Hollywood, onde participou em pequenos papéis até se tornar uma das estrelas mais populares dos anos 50.
A sua filmografia é uma prova dessa evolução: da “loira ingénua” em Gentlemen Prefer Blondes (1953) à sofisticação cómica de Some Like It Hot (1959), culminando na vulnerabilidade rara de The Misfits (1961). Em cada papel, Monroe demonstra um dom raro para a comédia e nuance dramática, capaz de transformar fragilidade em força cénica e sensualidade em inocência.
Mesmo quando os guiões a restringiam, o seu fulgor escapava pelas brechas da narrativa, tornando cada personagem irresistivelmente magnética.
Monroe era autodidata e estudou afincadamente: frequentou o Actors Studio, teve aulas de canto e dança, lia vorazmente — de poesia a ensaio — e era profundamente interessada por música clássica e jazz. Discretamente, assumiu também posições antirracistas apoiando artistas negros — um gesto longe de trivial, numa época marcada pela segregação racial. Em 1955, procurando maior controlo criativo sobre a sua carreira num sistema dominado pelo patriarcado e contratos opressivos, fundou a Marilyn Monroe Productions, produzindo filmes como Bus Stop (1956) e The Prince and the Showgirl (1957).
Apesar da breve carreira, Marilyn Monroe continua a habitar o imaginário coletivo, sendo continuamente imitada e reinterpretada, símbolo de nostalgia e, ao mesmo tempo, inspiração para novas criações artísticas. Mais do que um ícone pop, Monroe pode hoje ser lida como um símbolo das contradições de Hollywood: da exploração do corpo feminino e de uma luta resiliente — nem sempre bem-sucedida — por autonomia, credibilidade artística e voz própria.
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No mês do centenário do seu nascimento, apresentamos uma retrospetiva dedicada a Marilyn Monroe, com uma seleção de filmes que marcaram o percurso da atriz e ficaram na história do cinema.
Nascida Norma Jeane Mortenson, em Los Angeles, Monroe teve uma infância instável, longe do glamour que viria a defini-la. Começou como modelo pin-up, mas rapidamente foi absorvida pela engrenagem dos estúdios de Hollywood, onde participou em pequenos papéis até se tornar uma das estrelas mais populares dos anos 50.
A sua filmografia é uma prova dessa evolução: da “loira ingénua” em Gentlemen Prefer Blondes (1953) à sofisticação cómica de Some Like It Hot (1959), culminando na vulnerabilidade rara de The Misfits (1961). Em cada papel, Monroe demonstra um dom raro para a comédia e nuance dramática, capaz de transformar fragilidade em força cénica e sensualidade em inocência.
Mesmo quando os guiões a restringiam, o seu fulgor escapava pelas brechas da narrativa, tornando cada personagem irresistivelmente magnética.
Monroe era autodidata e estudou afincadamente: frequentou o Actors Studio, teve aulas de canto e dança, lia vorazmente — de poesia a ensaio — e era profundamente interessada por música clássica e jazz. Discretamente, assumiu também posições antirracistas apoiando artistas negros — um gesto longe de trivial, numa época marcada pela segregação racial. Em 1955, procurando maior controlo criativo sobre a sua carreira num sistema dominado pelo patriarcado e contratos opressivos, fundou a Marilyn Monroe Productions, produzindo filmes como Bus Stop (1956) e The Prince and the Showgirl (1957).
Apesar da breve carreira, Marilyn Monroe continua a habitar o imaginário coletivo, sendo continuamente imitada e reinterpretada, símbolo de nostalgia e, ao mesmo tempo, inspiração para novas criações artísticas. Mais do que um ícone pop, Monroe pode hoje ser lida como um símbolo das contradições de Hollywood: da exploração do corpo feminino e de uma luta resiliente — nem sempre bem-sucedida — por autonomia, credibilidade artística e voz própria.
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