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A Agenda Porto de fevereiro chega com o coração exposto. Nesta edição, há lágrimas pedidas em palco, memórias guardadas em película, mãos que trabalham laboriosamente para construir o som certo – e há também o rufar de tambores a lembrar que este é o mês da folia do Carnaval.
Para ler há uma entrevista a Maria João Vicente que, no Teatro Carlos Alberto, nos devolve Amor de Perdição. A encenadora portuense quer as nossas lágrimas para cumprir a vontade de Camilo.
Em Conjugar o Porto, apreciamos a arte nobre de construir guitarras portuguesas (e não só): visitámos a oficina de Alfredo Teixeira, violeiro, músico e fundador da Casa da Guitarra.
Em Porto de Alta Competição, conversámos com Gonçalo Nunes, campeão nacional de taekwondo. Aos 24 anos, e um dos nomes a reter quanto ao futuro da modalidade.

Alfredo Teixeira, mestre violeiro © Ana Caldeira

Batucada Radical © Sofia
No Código Postal 4000 e tal, visitámos a OPPIA – Oporto Picture Academy, um lugar onde a memória da cidade continua a ser revelada em película, projetada em 8mm e guardada como um verdadeiro tesouro coletivo.
E porque, como diz a canção, “em fevereiro tem Carnaval”, a Batucada Radical volta às ruas da cidade para animar o Domingo Gordo com o seu bloco musical. A Agenda Porto assistiu a um ensaio desta “família amarela”, composta por 120 elementos.
Outros destaques são o 16.º Festival Porta-Jazz ou o aniversário do Cinema Trindade. O primeiro, que acontece no Rivoli, de 6 a 8 de fevereiro, sob o tema A Terra vista do ar, propõe “uma cartografia musical da empatia, da cooperação e da vertigem”.
O segundo, que assinala nove anos de vida desde a reabertura, traz entre 5 e 16 de fevereiro um vasto programa comemorativo, que inclui uma pré-retrospetiva dedicada a François Truffaut, um foco sobre Oliver Laxe e os early films de Martin Rejtman, entre muitas outras projeções.
Há, ainda, muitas propostas para um mês que parece demasiado curto para tanto que fazer, ver, ouvir e desfrutar na cidade.

Jules e Jim, de François Truffaut © DR