Num contexto em que o espaço público é frequentemente marcado pela polarização, este projeto afirma-se como um ato de resistência poética e política, utilizando o corpo como veículo de transformação social. Através da beleza, do risco e da confiança inerentes à acrobacia, o espetáculo propõe um olhar renovado sobre a masculinidade, convidando à empatia, à abertura e ao reconhecimento da humanidade comum. Através da acrobacia e da fisicalidade do dueto, dois intérpretes exploram o afeto, a intimidade e o amor entre homens, desafiando estereótipos associados à masculinidade e questionando noções tradicionais de virilidade. Este ensaio aberto resulta do programa de residências Ensaios de Circo.