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Viagem a Itália
António Júlio Duarte, "Pitágoras, Metaponto", 2022
Viagem a Itália, de António Júlio Duarte
Exposição de fotografia
Viagem a Itália
António Júlio Duarte, "Pitágoras, Metaponto", 2022
“Viagem a Itália” é a primeira exposição de António Júlio Duarte na galeria Lehmann.
Um dos fotógrafos portugueses mais relevantes da atualidade, António Júlio Duarte nasceu em Lisboa, em 1965, cidade onde vive e trabalha como fotógrafo e professor de fotografia.
Entre 1985 e 1989, estudou Fotografia no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, e em 1991, no Royal College of Art, em Londres, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 1990, estando o seu trabalho representado em diversas coleções públicas e privadas, tanto nacionais como internacionais.
Publicou vários livros de fotografia, entre os quais se destacam Guiné-Bissau 1990 (2023), Against the Day (2019), Ensaio (2018), Japan Drug (2014) e White Noise (2011), editados pela Pierre von Kleist Editions; Ph. António Júlio Duarte (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2022); W (Antumbra Publishing House, 2021); Deviation of the Sun (Centro Cultural Vila Flor, 2013) e The Candidate (GHOST Editions, 2012). White Noise foi considerado um dos melhores livros de fotografia de 2011 por vários críticos de arte internacionais.

“As seis fotografias de Viagem a Itália apresentam-se como zonas de suspensão, onde História e experiência coexistem no mesmo plano. São imagens que resultam da sua presença num lugar, mas não procuram representar lugar nenhum. Não se nos apresentam monumentos; estas fotografias são, na sua fatal bidimensionalidade, anti-monumentos que esvaziam a herança clássica, física e figurativamente, expondo a sua condição instável. (…)
Como tantas vezes no trabalho de António Júlio Duarte, estas imagens falam talvez menos do mundo que aparentam representar do que do próprio gesto de olhar. A artificialidade que nelas se revela não funciona como denúncia, mas como chave de leitura. Procuramos nas imagens um lugar, uma personagem, um tempo identificável — uma ancoragem literal. No entanto, a fotografia, tal como a História, oferece sempre algo mais incerto: não aquilo que esteve diante da câmara, mas aquilo que escolhemos reconhecer.”

PEDRO ALFACINHA
Excerto do texto da exposição
20
Jun
12
Set
2026-06-20T16:00:00Z
2026-09-12T19:00:00Z
Galeria Lehmann

de quarta a sexta: 14h00 – 19h00
sábado: 11h00 –13h00 | 14h00 – 19h00

Gratuito

R. do Duque da Terceira, 179

Mais info

Viagem a Itália
Gratuito
Exposição
Em Inglês
“Viagem a Itália” é a primeira exposição de António Júlio Duarte na galeria Lehmann.
Um dos fotógrafos portugueses mais relevantes da atualidade, António Júlio Duarte nasceu em Lisboa, em 1965, cidade onde vive e trabalha como fotógrafo e professor de fotografia.
Entre 1985 e 1989, estudou Fotografia no Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, em Lisboa, e em 1991, no Royal College of Art, em Londres, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro desde 1990, estando o seu trabalho representado em diversas coleções públicas e privadas, tanto nacionais como internacionais.
Publicou vários livros de fotografia, entre os quais se destacam Guiné-Bissau 1990 (2023), Against the Day (2019), Ensaio (2018), Japan Drug (2014) e White Noise (2011), editados pela Pierre von Kleist Editions; Ph. António Júlio Duarte (Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2022); W (Antumbra Publishing House, 2021); Deviation of the Sun (Centro Cultural Vila Flor, 2013) e The Candidate (GHOST Editions, 2012). White Noise foi considerado um dos melhores livros de fotografia de 2011 por vários críticos de arte internacionais.

“As seis fotografias de Viagem a Itália apresentam-se como zonas de suspensão, onde História e experiência coexistem no mesmo plano. São imagens que resultam da sua presença num lugar, mas não procuram representar lugar nenhum. Não se nos apresentam monumentos; estas fotografias são, na sua fatal bidimensionalidade, anti-monumentos que esvaziam a herança clássica, física e figurativamente, expondo a sua condição instável. (…)
Como tantas vezes no trabalho de António Júlio Duarte, estas imagens falam talvez menos do mundo que aparentam representar do que do próprio gesto de olhar. A artificialidade que nelas se revela não funciona como denúncia, mas como chave de leitura. Procuramos nas imagens um lugar, uma personagem, um tempo identificável — uma ancoragem literal. No entanto, a fotografia, tal como a História, oferece sempre algo mais incerto: não aquilo que esteve diante da câmara, mas aquilo que escolhemos reconhecer.”

PEDRO ALFACINHA
Excerto do texto da exposição

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