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TMP Zonas de Sombra
© João Octávio Peixoto
Zonas de Sombra, de Né Barros
com Afonso Cunha, Bruno Senune, Deeogo Oliveira, Guilherme Xará, Joana Africano, Rodrigo Loureiro, Vanessa Cunha
TMP Zonas de Sombra
© João Octávio Peixoto

O espetáculo atravessa e é atravessado pelas sombras. A polissemia do termo abre-nos um campo de explorações de diferentes reenvios, sejam eles psicológicos ou metafísicos. Mas, tal como uma sismologia, na qual uma dada superfície terrestre não recebe as ondas sísmicas diretamente, a sombra convoca a presença de forma indireta, lança-nos no lado da invisibilidade. Ao longo da peça, os corpos são sombras e provocam sombras. Mais do que expor, ocultam sentidos profundos. O movimento, a palavra e a música unem-se para construir um lugar sensível de passagem de imagens por subtração ou por exposição. O espetáculo como uma cinemática de projeção de imagens do mundo e dos corpos enquanto vestígios de luz e de escuridão. — Né Barros


Né Barros, coreógrafa, investigadora no Instituto de Filosofia (U.P.). Tem desenvolvido o seu trabalho artístico em conexão com seus estudos académicos e pesquisas. Iniciou sua formação em dança clássica com Ruth Howner, e, posteriormente, trabalhou em dança contemporânea e composição coreográfica nos Estados Unidos (Smith College).
Doutorada em Dança (Universidade de Lisboa) e Master in Dance Studies (Laban Centre, Londres). Concluiu um Pós-Doutoramento no Instituto de Filosofia da U.P.. Estudou Teatro (ESAP). Como coreógrafa, tem colaborado com diversos artistas plásticos, fotógrafos, músicos, encenadores, artistas multimédia. Trabalhou com a Companhia Nacional de Bailado (premiada como Melhor Coreografia), com Ballet Gulbenkian e Aura Dance Company (Lituânia). Publicou vários artigos e é autora dos livros Coreografias. Ensaios sobre dança e filosofia (no prelo), Performances e Pós-Fenomenologia, Da Materialidade na Dança, Dança: corpo e casa, e editor de Performances no Contemporâneo, Deslocações da Intimidade, Artes Performativas: Novos Discursos, Das Imagens Familiares, Story Case print (2009) e Metamorfoses do Sentir. É co-diretora das coleções Estética, Política e Arte e Máquinas de Guerra, publicadas pela FLUP. É professora na ESAP e convidada em diversas instituições.
Co-fundadora do Balleteatro e do Family Film Project - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória, Etnografia.

01
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02
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2026-10-01T19:30:00Z
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O espetáculo atravessa e é atravessado pelas sombras. A polissemia do termo abre-nos um campo de explorações de diferentes reenvios, sejam eles psicológicos ou metafísicos. Mas, tal como uma sismologia, na qual uma dada superfície terrestre não recebe as ondas sísmicas diretamente, a sombra convoca a presença de forma indireta, lança-nos no lado da invisibilidade. Ao longo da peça, os corpos são sombras e provocam sombras. Mais do que expor, ocultam sentidos profundos. O movimento, a palavra e a música unem-se para construir um lugar sensível de passagem de imagens por subtração ou por exposição. O espetáculo como uma cinemática de projeção de imagens do mundo e dos corpos enquanto vestígios de luz e de escuridão. — Né Barros


Né Barros, coreógrafa, investigadora no Instituto de Filosofia (U.P.). Tem desenvolvido o seu trabalho artístico em conexão com seus estudos académicos e pesquisas. Iniciou sua formação em dança clássica com Ruth Howner, e, posteriormente, trabalhou em dança contemporânea e composição coreográfica nos Estados Unidos (Smith College).
Doutorada em Dança (Universidade de Lisboa) e Master in Dance Studies (Laban Centre, Londres). Concluiu um Pós-Doutoramento no Instituto de Filosofia da U.P.. Estudou Teatro (ESAP). Como coreógrafa, tem colaborado com diversos artistas plásticos, fotógrafos, músicos, encenadores, artistas multimédia. Trabalhou com a Companhia Nacional de Bailado (premiada como Melhor Coreografia), com Ballet Gulbenkian e Aura Dance Company (Lituânia). Publicou vários artigos e é autora dos livros Coreografias. Ensaios sobre dança e filosofia (no prelo), Performances e Pós-Fenomenologia, Da Materialidade na Dança, Dança: corpo e casa, e editor de Performances no Contemporâneo, Deslocações da Intimidade, Artes Performativas: Novos Discursos, Das Imagens Familiares, Story Case print (2009) e Metamorfoses do Sentir. É co-diretora das coleções Estética, Política e Arte e Máquinas de Guerra, publicadas pela FLUP. É professora na ESAP e convidada em diversas instituições.
Co-fundadora do Balleteatro e do Family Film Project - Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória, Etnografia.

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