TAMBOR é um solo que se sustenta de memórias autobiográficas, práticas culturais e experiências de migração. Em cena, um corpo procura estados físicos intensos, convocando códigos da dança folclórica venezuelana, de danças de rua e do clubbing. Entre potência, resistência e celebração, a partitura coreográfica desenha-se a partir do desarmamento destes vocabulários, do ritmo, da batida e da sequência dos pés, com variações de concentração e rasgo no espaço. Surgem simbologias a partir da evocação de mitos pessoais que operam como motores de criação do gesto e de um imaginário corporificado. Inspirado em conversas com a minha mãe, TAMBOR mapeia o arquivo íntimo e social, explorando além de lógicas binárias e tensões da pertença e não pertença. — Melissa Pérez Sousa / COMMON GROUND