No âmbito do FIMP 2026
Nocturne (Parade) [Noturno (Desfile)] começa com uma rajada de vento que atravessa o espaço — o mesmo sopro que cria uma ligação invisível entre nós. Bonecos antropomórficos e paisagens insufláveis são o visível, enquanto nós, os humanos, somos simultaneamente criadores e âncoras da realidade. Nesta “parada”, vida e morte estão em palco, diante de nós. Estes eternos adversários, enredados na sua dança sem fim, revelam-se tanto nas vítimas como nos carrascos, nas pessoas escravizadas e nos seus senhores, nos pais, nos filhos, nos cavalos e numa longa procissão de esqueletos e bandeiras. Mergulhado na escuridão, o público é convidado a viver uma experiência sensorial, a sentir antes de ver, a atravessar um túnel para finalmente encontrar a luz. — Phia Ménard / Compagnie Non Nova