Tudo começa com uma história igual a tantas outras, poderíamos até chamá-la uma “velha fórmula narrativa”: anos após terem seguido caminhos distintos, um grupo de amigos reúne-se para um jantar na casa de Ana, a anfitriã que sempre foi o elo entre eles. O reencontro traz à tona memórias nostálgicas e reconciliações, mas também revela tensões não resolvidas e segredos ocultos que pairam no ar como um clima denso e carregado. Conforme a noite avança, as conversas superficiais começam a entrelaçar-se com provocações subtis e desentendimentos, trazendo à tona feridas que não cicatrizaram. O que deveria ser um momento de celebração torna-se uma dança instável entre velhos laços e novas rivalidades e, à medida que a tensão cresce, os amigos veem-se confrontados com verdades sobre si mesmos e as suas relações. Em Aquela Canção Sobre o Fim, o público é convidado a refletir sobre os laços que nos unem e o que pode desunir, mostrando que o passado nunca fica totalmente para trás, e como tudo pode mudar a qualquer momento – e, neste espetáculo, nada é o que parece e serão muitas as reviravoltas. — Mário Coelho