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The Book of Destruction é um projeto artístico em andamento que me tem acompanhado nos processos transitórios da minha vida, mais concretamente (e creio eu, porque certezas cada vez tenho menos), para capturar os seus momentos de destruição e de recriação. Fotografei (e fotografo ainda) pessoas que amei (e vou amando), amigos, autorretratos, paisagens, e tento preservar (e o “creio” vem aqui outra vez) a constante impermanência da minha vida, isto, através da desconstrução ou mesmo completa destruição do que uma pessoa assume ser uma fotografia instantânea (Polaroid). Só uma nota: de certa forma este processo está correlacionado com a minha experiência pessoal de “ser” queer.
É através de recortes, colagens, riscos, desenhos, sobreposições e submersões, que replico a minha complicada relação com o meu corpo e a forma como tudo (TUDO) se relaciona (talvez “afetar” seria um melhor termo) com a minha perceção da realidade.
E há uma outra ideia que já escrevi, mas em inglês, e aqui dá-me jeito:
“All impermanent, like myself. It's funny, just yesterday I was talking with my girlfriend about how impermanent I am and how, the idea of change and uncertainty terrifies her in some way. I believe that fear comes from a similar place as the fear of queerness. The idea of inconsistency, of existing without a fixed cannon or a safe unaltering reality, fixed in time, is what drives that fear. Unaccepting that as in nature things do always change and move forward.” (numa entrevista para o Lomography em 2024*).
Honestamente, também não sou muito fã de mudanças. Mas é a vida.
* Lomography Magazine, "A Look Into Laura Mota's Instant Photo Project The Book of Destruction"
Terça a sábado, 10h00-13h30, 14h30-19h00.
Gratuito
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The Book of Destruction é um projeto artístico em andamento que me tem acompanhado nos processos transitórios da minha vida, mais concretamente (e creio eu, porque certezas cada vez tenho menos), para capturar os seus momentos de destruição e de recriação. Fotografei (e fotografo ainda) pessoas que amei (e vou amando), amigos, autorretratos, paisagens, e tento preservar (e o “creio” vem aqui outra vez) a constante impermanência da minha vida, isto, através da desconstrução ou mesmo completa destruição do que uma pessoa assume ser uma fotografia instantânea (Polaroid). Só uma nota: de certa forma este processo está correlacionado com a minha experiência pessoal de “ser” queer.
É através de recortes, colagens, riscos, desenhos, sobreposições e submersões, que replico a minha complicada relação com o meu corpo e a forma como tudo (TUDO) se relaciona (talvez “afetar” seria um melhor termo) com a minha perceção da realidade.
E há uma outra ideia que já escrevi, mas em inglês, e aqui dá-me jeito:
“All impermanent, like myself. It's funny, just yesterday I was talking with my girlfriend about how impermanent I am and how, the idea of change and uncertainty terrifies her in some way. I believe that fear comes from a similar place as the fear of queerness. The idea of inconsistency, of existing without a fixed cannon or a safe unaltering reality, fixed in time, is what drives that fear. Unaccepting that as in nature things do always change and move forward.” (numa entrevista para o Lomography em 2024*).
Honestamente, também não sou muito fã de mudanças. Mas é a vida.
* Lomography Magazine, "A Look Into Laura Mota's Instant Photo Project The Book of Destruction"
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