Fran Mayor, formado em Belas Artes (UCM) e com Mestrados em Investigação em Arte e Criação (UCM) e em Gravura e Design Gráfico (UCLM - RCM), carregou cada uma das suas pinturas com uma teoria profunda e bem fundamentada.Embora possam ser interpretadas como paisagens arquitectónicas, descreve-as como padrões de repetição que, embora assimiláveis à tradição figurativa da pintura realista, estão a meio caminho entre a figuração e a abstração geométrica, entre o narrativo e o não-narrativo.
A sua obra nasce da observação de edifícios operários decadentes nos arredores de Madrid, centrando a sua atenção nas modificações subtis, como pendurar uma toalha na varanda, que desafiam a estrutura. Desta forma, começou a trabalhar a partir da ideia de paisagem, para apurar a imagem, pensando menos no fotográfico e mais no pictórico. Neste processo, que se transformou em toda uma investigação, descobrimos o que vemos hoje na obra de Fran: a pintura em si é mais importante do que aquilo que é representado. As suas composições caracterizam-se pela repetição de um elemento que forma uma quadrícula frontal, sem perspetiva, fuga ou deformação ótica, acentuando a importância do padrão geométrico.