É um desejo de redenção e imortalidade espiritual que dá origem à Segunda Sinfonia de Mahler. Partindo de uma grandiosa cerimónia fúnebre, o compositor resgata o herói do mundo dos mortos, elevando-o a uma ressurreição poderosa e envolvente. Herdeira da Nona de Beethoven, pelo uso de coro e vozes solistas e pelo seu caráter metafísico, a sinfonia atinge o auge com o júbilo explosivo da vida eterna. As inúmeras referências filosóficas, literárias e religiosas passam por momentos como o Sermão de Santo António aos peixes, o Juízo Final e a ressurreição de Cristo.