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Quintas Aumentadas 3#
12 Fevereiro | 18H | Entrada livre
Jantar comunitário
André Alves, Constança Amador e Mário Azevedo, ressonantes em estado vibracional.
Escutar o ausente.
A experiência humana — e particularmente a da escuta — não acontece entre presenças plenas, mas entre camadas de tempo, de memórias, de ausência e de expectativa. Quando escutamos alguém, não escutamos apenas a sua voz atual, escutamos também as suas histórias silenciadas, as suas hesitações, os seus fantasmas, as suas heranças, e os seus futuros interrompidos. A escuta é, por isso mesmo, sempre atravessada por espectros. Espectralidade, neste preciso contexto, significa reconhecer que nunca escutamos apenas o que está dito e que o não-dito estrutura, também, o dito. É por isso que o passado insiste no presente e que o futuro pressiona muito a escuta do agora, mesmo sem disso darmos conta. É por isso que quando escutamos, o tempo encolhe e expande, em simultâneo, tudo à sua volta. Escutar torna-se então uma prática sensível ao invisível, ao implícito, ao latente. Sendo assim, o que é que nos traz aqui a estes encontros-performance na Sonoscopia?
Experimentar coletivamente o pensar e o sentir a escuta a partir da vibração e da sua ausência, e com isso inaugurar uma ontologia vibracional que se descola do ser estático, e que se aproxima mais do ser enquanto movimento, enquanto fluxo sensível. A escuta, será assim compreendida, para 90 minutos performativos, entre a palavra- suicida, o corpo-ressonante e a luz fugidia, deixando de ser uma função sensorial limitada ao aparelho auditivo e tornando-se uma experiência existencial de abertura ao mundo. Eis, pois, um modo de afetarmos e de sermos afetados. Sintam-se convidados.
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12 Fevereiro | 18H | Entrada livre
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André Alves, Constança Amador e Mário Azevedo, ressonantes em estado vibracional.
Escutar o ausente.
A experiência humana — e particularmente a da escuta — não acontece entre presenças plenas, mas entre camadas de tempo, de memórias, de ausência e de expectativa. Quando escutamos alguém, não escutamos apenas a sua voz atual, escutamos também as suas histórias silenciadas, as suas hesitações, os seus fantasmas, as suas heranças, e os seus futuros interrompidos. A escuta é, por isso mesmo, sempre atravessada por espectros. Espectralidade, neste preciso contexto, significa reconhecer que nunca escutamos apenas o que está dito e que o não-dito estrutura, também, o dito. É por isso que o passado insiste no presente e que o futuro pressiona muito a escuta do agora, mesmo sem disso darmos conta. É por isso que quando escutamos, o tempo encolhe e expande, em simultâneo, tudo à sua volta. Escutar torna-se então uma prática sensível ao invisível, ao implícito, ao latente. Sendo assim, o que é que nos traz aqui a estes encontros-performance na Sonoscopia?
Experimentar coletivamente o pensar e o sentir a escuta a partir da vibração e da sua ausência, e com isso inaugurar uma ontologia vibracional que se descola do ser estático, e que se aproxima mais do ser enquanto movimento, enquanto fluxo sensível. A escuta, será assim compreendida, para 90 minutos performativos, entre a palavra- suicida, o corpo-ressonante e a luz fugidia, deixando de ser uma função sensorial limitada ao aparelho auditivo e tornando-se uma experiência existencial de abertura ao mundo. Eis, pois, um modo de afetarmos e de sermos afetados. Sintam-se convidados.
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