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A Galeria Pedro Oliveira apresenta, a partir de 19 de Setembro, Προτεανιάδα / Proteaníada: figuras que mudam, alguns retratos sem pernas, exposição de José Miguel Gervásio que reúne pintura e desenho em torno de Paisagens, Retratos Falantes, série que o pintor vem desenvolvendo há vários anos. As obras, que chegam de diferentes momentos, encontram-se agora umas diante das outras, numa espécie de marejada de figuras, objectos, paisagens e imagens, em que a montagem não vem simplesmente ordenar o que existe, mas fazer com que as coisas mudem de lugar e, mudando de poiso, mudem também de sentido. É talvez aqui que o pintor se interroga: o que acontece às coisas da vida que se podem ver quando passam pelo meu atelier? Em Paisagens, Retratos Falantes, figuras humanas, objectos, paisagens e formas indeterminadas deslocam-se continuamente entre diferentes estados. Uma figura pode tornar-se objecto, uma paisagem pode comportar-se como personagem e um fragmento pode gerar uma pintura inteira. A narrativa implicada no processo é sempre uma via de vários caminhos. O título da exposição estabelece uma relação com Proteu, o «velho do mar» da Odisseia, figura capaz de mudar continuamente de forma. Na pintura de José Miguel Gervásio, a metamorfose não encobre uma identidade original que deva ser encontrada: a mudança é a própria condição da forma. A palavra πολύτροπον, que abre a Odisseia, acrescenta a esta ideia a noção de muitas voltas, muitos caminhos e transformações. Neste sentido, Προτεανιάδα não procura representar a mudança, mas fazer da própria pintura o lugar onde o acontecimento se manifesta. A pintura fixa, mas a montagem faz desfilar. Pinturas realizadas em tempos diferentes tornam-se, warburguianamente, contemporâneas pela proximidade; cada uma permanece o que é, mas a sua presença muda quando colocada diante de outra.
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A Galeria Pedro Oliveira apresenta, a partir de 19 de Setembro, Προτεανιάδα / Proteaníada: figuras que mudam, alguns retratos sem pernas, exposição de José Miguel Gervásio que reúne pintura e desenho em torno de Paisagens, Retratos Falantes, série que o pintor vem desenvolvendo há vários anos. As obras, que chegam de diferentes momentos, encontram-se agora umas diante das outras, numa espécie de marejada de figuras, objectos, paisagens e imagens, em que a montagem não vem simplesmente ordenar o que existe, mas fazer com que as coisas mudem de lugar e, mudando de poiso, mudem também de sentido. É talvez aqui que o pintor se interroga: o que acontece às coisas da vida que se podem ver quando passam pelo meu atelier? Em Paisagens, Retratos Falantes, figuras humanas, objectos, paisagens e formas indeterminadas deslocam-se continuamente entre diferentes estados. Uma figura pode tornar-se objecto, uma paisagem pode comportar-se como personagem e um fragmento pode gerar uma pintura inteira. A narrativa implicada no processo é sempre uma via de vários caminhos. O título da exposição estabelece uma relação com Proteu, o «velho do mar» da Odisseia, figura capaz de mudar continuamente de forma. Na pintura de José Miguel Gervásio, a metamorfose não encobre uma identidade original que deva ser encontrada: a mudança é a própria condição da forma. A palavra πολύτροπον, que abre a Odisseia, acrescenta a esta ideia a noção de muitas voltas, muitos caminhos e transformações. Neste sentido, Προτεανιάδα não procura representar a mudança, mas fazer da própria pintura o lugar onde o acontecimento se manifesta. A pintura fixa, mas a montagem faz desfilar. Pinturas realizadas em tempos diferentes tornam-se, warburguianamente, contemporâneas pela proximidade; cada uma permanece o que é, mas a sua presença muda quando colocada diante de outra.
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