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Sinopse escrita pelo artista:
Nesta exposição reúno um conjunto de obras realizadas ao longo de aproximadamente um ano e meio de trabalho contínuo. São pinturas que não nasceram de um plano fechado nem de uma intenção única, mas antes de um processo em permanente ajuste, onde cada obra se constrói a partir da anterior sem, no entanto, se procurar essa causalidade.
Reconheço nelas uma marca que me é própria, uma espécie de linguagem subterrânea que atravessa os trabalhos, ainda que se manifeste de formas distintas de peça para peça. Essa marca não é algo que procuro afirmar de forma consciente ou repetitiva; surge antes como consequência natural do acto de pintar, reaparecendo transformada à medida que o trabalho avança.
Não existe aqui uma linha condutora rígida ou imediatamente identificável, e essa ausência é deliberada. Interessa-me preservar a possibilidade de desvio, de mudança de direcção, de abandono de ideias que se esgotam rapidamente. Nunca me prendo a uma solução por muito tempo, nem a um vocabulário formal fixo. Prefiro acompanhar o pensamento à medida que ele se desloca, aceitando as contradições e os momentos de incerteza como parte integrante do processo.
A pintura, para mim, é um território de estímulos constantes. Cada dia de trabalho traz novas hipóteses formais, novas tensões e descobertas que pedem resposta. É nesse diálogo contínuo - entre intenção e acaso, entre controlo e abertura - que as obras se vão materializando. Mais do que afirmar uma ideia, estas pinturas resultam de um exercício de atenção prolongada, onde o tempo, a repetição e a mudança convivem sem hierarquias fixas.
Esta exposição propõe-se assim como um conjunto de estados, de momentos suspensos de um processo maior, assumindo a pintura não como um lugar de chegada, mas como um espaço em permanente construção.
Nuno Santiago
Janeiro 2026
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Sinopse escrita pelo artista:
Nesta exposição reúno um conjunto de obras realizadas ao longo de aproximadamente um ano e meio de trabalho contínuo. São pinturas que não nasceram de um plano fechado nem de uma intenção única, mas antes de um processo em permanente ajuste, onde cada obra se constrói a partir da anterior sem, no entanto, se procurar essa causalidade.
Reconheço nelas uma marca que me é própria, uma espécie de linguagem subterrânea que atravessa os trabalhos, ainda que se manifeste de formas distintas de peça para peça. Essa marca não é algo que procuro afirmar de forma consciente ou repetitiva; surge antes como consequência natural do acto de pintar, reaparecendo transformada à medida que o trabalho avança.
Não existe aqui uma linha condutora rígida ou imediatamente identificável, e essa ausência é deliberada. Interessa-me preservar a possibilidade de desvio, de mudança de direcção, de abandono de ideias que se esgotam rapidamente. Nunca me prendo a uma solução por muito tempo, nem a um vocabulário formal fixo. Prefiro acompanhar o pensamento à medida que ele se desloca, aceitando as contradições e os momentos de incerteza como parte integrante do processo.
A pintura, para mim, é um território de estímulos constantes. Cada dia de trabalho traz novas hipóteses formais, novas tensões e descobertas que pedem resposta. É nesse diálogo contínuo - entre intenção e acaso, entre controlo e abertura - que as obras se vão materializando. Mais do que afirmar uma ideia, estas pinturas resultam de um exercício de atenção prolongada, onde o tempo, a repetição e a mudança convivem sem hierarquias fixas.
Esta exposição propõe-se assim como um conjunto de estados, de momentos suspensos de um processo maior, assumindo a pintura não como um lugar de chegada, mas como um espaço em permanente construção.
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