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Phantom Limb
Francisca Rebelo @_kika_fr13
Phantom Limb, de Maria Palma, Tatyana Cristina e Nadya Ismail
Exposição com curadoria de Sofia Vermelho
Phantom Limb
Francisca Rebelo @_kika_fr13

Phantom Limb reúne as obras de Maria Palma, Tatyana Cristina e Nadya Ismail a partir de um ponto comum: a imagem enquanto lugar de aparição, ausência e vestígio. A figura da borboleta, que surge, desaparece e retorna, torna-se um símbolo para esta condição transitória. Tal como a borboleta, no momento em que tentamos apreendê-la, também a imagem parece escapar nas obras destas artistas, habitando um espaço liminar onde sobrevivem e retornam memórias, dores e histórias que se sustentam paradoxalmente como – um membro fantasma – pela perceção de uma presença na sua ausência.

Numa íntima relação com o corpo e a identidade feminina, a exposição denuncia a construção histórica do feminino a partir da falta e da ausência, sendo a histeria o seu exemplo mais paradigmático, bem como outras formas de patologização e incompreensão da experiência de inúmeras mulheres. Reclamando uma espécie de punctum ou ponto-gatilho no corpo do observador, que, se por um lado denuncia, por outro permite trazer ao de cima uma dor subliminar, com vista ao seu cuidado e reparação.

Abrindo esse lugar de retorno, e revertendo-nos a uma silenciosa intimidade, as obras de Maria Palma, Tatyana Cristina e Nadya Ismail habitam esse limbo, ou fantasmagoria que possibilita novos encontros do olhar e, na possibilidade de ser afetado por aquilo que se vê, uma forma de reabrir, reconhecer e cuidar das cicatrizes, talvez invisíveis, que permanecem.

19
Set
07
Nov
2026-09-19T16:00:00Z
2026-11-07T18:00:00Z
Helena Rodrigues Galeria

Inauguração: 19 set, 16h00

Visitas: qua a sáb, 15h00–19h00

3 meses+
R. de Santos Pousada, 1004

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Phantom Limb

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Phantom Limb
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Exposição

Phantom Limb reúne as obras de Maria Palma, Tatyana Cristina e Nadya Ismail a partir de um ponto comum: a imagem enquanto lugar de aparição, ausência e vestígio. A figura da borboleta, que surge, desaparece e retorna, torna-se um símbolo para esta condição transitória. Tal como a borboleta, no momento em que tentamos apreendê-la, também a imagem parece escapar nas obras destas artistas, habitando um espaço liminar onde sobrevivem e retornam memórias, dores e histórias que se sustentam paradoxalmente como – um membro fantasma – pela perceção de uma presença na sua ausência.

Numa íntima relação com o corpo e a identidade feminina, a exposição denuncia a construção histórica do feminino a partir da falta e da ausência, sendo a histeria o seu exemplo mais paradigmático, bem como outras formas de patologização e incompreensão da experiência de inúmeras mulheres. Reclamando uma espécie de punctum ou ponto-gatilho no corpo do observador, que, se por um lado denuncia, por outro permite trazer ao de cima uma dor subliminar, com vista ao seu cuidado e reparação.

Abrindo esse lugar de retorno, e revertendo-nos a uma silenciosa intimidade, as obras de Maria Palma, Tatyana Cristina e Nadya Ismail habitam esse limbo, ou fantasmagoria que possibilita novos encontros do olhar e, na possibilidade de ser afetado por aquilo que se vê, uma forma de reabrir, reconhecer e cuidar das cicatrizes, talvez invisíveis, que permanecem.

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