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Outras Revoluções — Dina e Django
Dina e Django, de Solveig Nordlund
Ciclo de cinema "Outras Revoluções"
Outras Revoluções — Dina e Django

Se há filmes em que a Revolução de 1974 é um eco em pano de fundo, este é certamente o mais literal desses exemplos. Na versão remontada por Solveig Nordlund em 1998 essa dimensão – a terceira do filme, para recorrermos a um termo então empregue pela realizadora – é sublinhada com a utilização de imagens documentais do 25 de Abril, intercaladas com a história de Dina e de Django, a partir de determinado momento do filme, logo depois de a patroa dar a notícia do golpe de Estado à Sra. Ana, abraçando-a efusivamente. Na versão publicamente conhecida até 1999, a presença dos acontecimentos da Revolução, a decorrer a par da ficção, era dada exclusivamente através de elementos sonoros em off. Agora, não que o sentido do filme se adense ou adquira outra espessura, mas através da montagem paralela sublinha-se esta perspetiva acentuando-se, também, a solidão destes heróis dominados pelas frases dos livros de cordel, sem causa que não a sua, capazes de imunidade em relação ao exterior mesmo tratando-se de um momento de exceção.

— Excerto inicial de nota de apresentação de Maria João Madeira, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)

23
Abr
Biblioteca Municipal Almeida Garrett
21:30

Gratuito

Jardins do Palácio de Cristal, R. de Dom Manuel II

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Outras Revoluções — Dina e Django

Evento de

Revolução, Já!
Gratuito

Se há filmes em que a Revolução de 1974 é um eco em pano de fundo, este é certamente o mais literal desses exemplos. Na versão remontada por Solveig Nordlund em 1998 essa dimensão – a terceira do filme, para recorrermos a um termo então empregue pela realizadora – é sublinhada com a utilização de imagens documentais do 25 de Abril, intercaladas com a história de Dina e de Django, a partir de determinado momento do filme, logo depois de a patroa dar a notícia do golpe de Estado à Sra. Ana, abraçando-a efusivamente. Na versão publicamente conhecida até 1999, a presença dos acontecimentos da Revolução, a decorrer a par da ficção, era dada exclusivamente através de elementos sonoros em off. Agora, não que o sentido do filme se adense ou adquira outra espessura, mas através da montagem paralela sublinha-se esta perspetiva acentuando-se, também, a solidão destes heróis dominados pelas frases dos livros de cordel, sem causa que não a sua, capazes de imunidade em relação ao exterior mesmo tratando-se de um momento de exceção.

— Excerto inicial de nota de apresentação de Maria João Madeira, Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema)

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